Dylan Martinez/EFE 
Dylan Martinez/EFE 

Suíça 'racha' faltando uma semana para a final da Copa Davis

Duas grandes estrelas da equipe, Roger Federer e Stan Wawrinka, estão com relações abaladas, o que pode prejudicar a equipe

O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2014 | 07h00

A torcida suíça estava empolgada com a possibilidade de conquistar seu primeiro título na Copa Davis numa final que tem tudo para ser épica, contra a França, num estádio de futebol em Lille preparado para receber 27 mil torcedores. Mas o sonho está se transformando num pesadelo. As relações entre as duas grandes estrelas suíças, Roger Federer e Stanislas Wawrinka, parecem estar extremamente abaladas.

Uma emissora de TV francesa captou o áudio de Wawrinka quando ele reclamava com alguém na tribuna durante o disputadíssimo terceiro set da semifinal do ATP Finals, em Londres, no sábado, entre os dois conterrâneos. Stan estaria reclamando que Mirka, a mulher de Federer, exagerava na empolgação durante um serviço dele. Teria dito: "Ela fez a mesma coisa em Wimbledon". Os dois se enfrentaram nas quartas de final do Grand Slam inglês.

Fotógrafos que estavam postados perto de Wawrinka confirmam que Stan se dirigia diretamente à mulher de Federer.

Irritação. O craque John McEnroe, hoje comentarista da ESPN, botou mais lenha na fogueira ao revelar que os dois suíços se envolveram numa discussão de vestiário que se estendeu pela noite. "Algo aconteceu no vestiário. Houve uma longa conversa no vestiário."

Aparentemente, Wawrinka teria ficado irritado com a exuberância da celebração de Mirka e do pai de Federer, Robert.

Além dos supostos problemas de relacionamento, a equipe suíça tem contra si uma ameaça bem palpável: Roger Federer voltou a sentir as costas, o mesmo problema que o comprometeu seriamente na temporada 2013.

"Do jeito que me sinto agora, não há possibilidade de competir em nenhum nível", revelou. “Provavelmente em alguns poucos dias vou melhorar. Esse espasmo nas costas, ou o que quer que seja, não é divertido senti-lo durante todo o dia. É simplesmente desconfortável. Mas estou positivo e esperançoso de que vai passar logo."

Livre do problema nesta temporada, Federer teve um ano excepcional, com cinco títulos, dois deles obtidos em Masters 1000 (Xangai e Cincinatti). Em Wimbledon, quase faturou seu 18.º título de Grand Slam, que perdeu por pouco para Novak Djokovic.

Federer prioriza a conquista da Davis, uma das poucas conquistas que faltam em seu currículo. A outra grande lacuna é um ouro olímpico na simples. Nas duplas ele já se consagrou, ao lado de Wawrinka, em 2008.

A tumultuada preparação da equipe suíça contrasta com a tranquilidade da França, que tem a décima ensaladeira da Davis na alça de mira.

Os anfitriões da decisão reuniram uma equipe na qual não faltam opções: Jo-Wilfried Tsonga, Gael Monfils, Gilles Simon e Richard Gasquet, além de um dos melhores duplistas do circuito, Julien Benneteau. O capitão francês, Arnaud Clément, está confiante na conquista, com o u sem Federer do outro lado da quadra. "Nosso rival não é Federer, é a Suíça, e para ela nos preparamos. Não sabemos se ele vai jogar, mas isso altera pouco a nossa preparação."

Enquanto isso, Novak Djokovic inicia seu descanso. O número 1 do mundo não perderá a posição pelo menos até o Masters 1000 de Indian Wells.

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