Tática do Brasil é "minar" adversário

A equipe brasileira da Copa Davis vai usar todo seu arsenal para superar a Austrália, no confronto pelas quartas-de-final da Copa Davis, de sexta-feira a domingo, em Florianópolis. As armas não estão apenas nas raquetes dos jogadores e, como disse o técnico Ricardo Acioly, também nas condições da disputa, como, por exemplo, uma quadra de saibro tão lenta a ponto de irritar os adversários. Patrick Rafter, um dos titulares do time australiano, está inconformado com o piso e treinou resmungando e bravo."A quadra está como queremos", afirmou Acioly. "Na Austrália fomos obrigados a jogar na grama e, agora, a vez deles jogarem dentro de nossas condições". O mando de jogo na Davis propicia mesmo estas artimanhas e recursos.E todas as armas são válidas, além, é claro de contar com o forte apoio da torcida. Gustavo Kuerten lembrou ainda que até o aspecto psicológico pode ser importante nesta luta por uma vaga nas semifinais. E lembrou que a bola dos jogos será da marca Roland Garros. "Isto vai servir para nos trazer boas recordações", disse.Fernando Meligeni vai usar também as suas armas. Jogador de muita raça, luta e preparo físico de maratonista, disse estar preparado para passar muitas horas na quadra diante de Lleyton Hewitt, na primeira rodada de sexta-feira. "Acho aconselhável a torcida trazer bronzeador, almofada e estar preparada para torcer por muitas horas", garantiu. "Estou preparado para fazer um jogo longo".A torcida será uma das armas do Brasil, mas os jogadores esperam que não se exalte a ponto de prejudicar o time brasileiro. Pelas regras da Davis, os exageros dos torcedores podem resultar em punições à equipe da casa. Guga, como uma espécie de embaixador, já tratou até de tranqüilizar os australianos, que chegaram esperando por muitas hostilidades do público. "Conversei com o Rafter e ele ficou muito mais tranqüilo", disse. "Expliquei que o público brasileiro é festivo e não tem nada contra os australianos".

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