Tênis: esquenta briga pela liderança

A disputa pela posição de tenista número 1 do mundo em 2001 transformou-se numa briga emocionante, a poucos torneios do fim da temporada. Gustavo Kuerten comemora nesta segunda-feira a marca de 40 semanas como líder - 27ª consecutiva -, igualando-se a nomes históricos como o romeno Ilie Nastase, e superando outros como Mats Wilander e Boris Becker. Mas Guga terá de lutar muito para concretizar o sonho de encerrar o ano, pela segunda vez consecutiva, na liderança do ranking.O desafio do brasileiro já começa nesta quarta-feira, quando ele estréia no ATP Tour da Basiléia, na Suíça, diante do perigoso tenista francês Julien Boutter, número 64 da ATP. Neste torneio, Guga tem a obrigação de chegar pelo menos às semifinais para não sofrer a ameaça de perder o primeiro lugar da corrida dos campeões para o australiano Lleyton Hewitt, que está jogando em Estocolmo nesta semana.Agora, com apenas estes torneios nesta semana (Basiléia, Estocolmo e St. Petesburgo) e um Masters Series (Paris) restando antes do Mundial de Sydney, a corrida dos campeões ganha força e importância. O motivo é simples: quem participou do Masters de Lisboa, no ano passado, como Guga, tem mais pontos para descontar do que outros jogadores, como Lleyton Hewitt, que não estiveram nesta competição. A formação do ranking leva em conta 18 resultados e o Masters Cup entra como o 19º, uma espécie de bônus, um prêmio para quem se classificou.A briga de Guga pela liderança fica ainda mais acirrada por este motivo. Como campeão em Lisboa, o tenista brasileiro terá 650 pontos para descontar, enquanto Lleyton Hewitt, já classificado para o Masters Cup, vai jogar em casa, sem esta preocupação.Como, ao término do Masters Cup de Sydney, as listas do ranking mundial (de entradas) e da corrida dos campeões estarão idênticas, a corrida, que foi tão desprezada ao longo da temporada, passa a refletir melhor a situação dos jogadores na briga pela posição de número 1 do mundo. Pela atual importância, Guga confessou que vai fazer de tudo para repetir a façanha do ano passado, quando ganhou o título em Lisboa. "Vai ser um grande desafio manter a minha posição", avaliou o brasileiro. "Se perder a liderança por algum momento, vou lutar para reconquistar o lugar e terminar o ano como número 1."Na liderança do ranking mundial por 40 semanas, Guga também disse que se sentia honrado por estar ao lado de grandes nomes como Ilie Nastase. O brasileiro já o 9º jogador da história a ficar mais tempo em primeiro lugar.

Agencia Estado,

22 de outubro de 2001 | 19h15

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