Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Tenista gaúcho acredita na confiança para manter ascensão

Guilherme Clezar subiu 37 posições no ranking mundial após vencer um challenger

Mateus Andrighetto Tamiozzo, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2013 | 19h09

SÃO PAULO - A ascensão do gaúcho Guilherme Clezar no ranking da ATP o coloca em destaque entre os atletas de sua geração no tênis. Aos 20 anos e profissional desde 2009, ocupa desde a semana passada a posição número 180 do mundo. Entre os atletas nascidos em 1992, é o 8º melhor do mundo. O crescimento no ranking é resultado de seu triunfo mais recente: um challenger, disputado em Campinas, conquistado sem perder um set sequer. Clezar ainda está atrás de Thomaz Bellucci (118º), Rogério Dutra Silva (133º) e João Souza (141º), mas a arrancada de 37 posições após vencer o argentino Facundo Bagnis em Campinas traz um novo momento. "Tenho que aproveitar para crescer em confiança e manter o foco", comenta o jovem atleta. "Ganhei um torneio de porte considerável no Brasil, estou bem contente".

Natural de Porto Alegre, o primeiro contato de Clezar com o esporte foi aos cinco anos de idade. Aos sete, com apoio da família, já competia em torneios no Rio Grande do Sul. Entre as principais conquistas, destaque para o vice-campeonato de duplas juvenil em Roland Garros e a conquista de um torneio no Uruguai, em 2009. Dois anos depois, venceria um Futures – primeiro nível de torneio profissional – no Recife. Em 2012, conquistou um challenger em Rio Quente (GO). O tenista lembra ainda do seu primeiro ponto na ATP:  foi aos17 anos, em um torneio Futures em São Leopoldo (RS), contra um adversário de Santa Catarina.

O jovem tenista se considera um jogador agressivo e capaz de controlar as bolas tanto com a mão direita quanto com a esquerda: "Procuro comandar sempre os pontos no fundo de quadra". A inspiração do atleta vem do tricampeão de Ronald Garros, Gustavo Kuerten, e do suíço Roger Federer, detentor de 77 títulos na carreira. O destaque de Guga no circuito mundial é um incentivo: "Dá uma perspectiva de que é possível, sabemos que temos chances". Outro reforço de fora da quadra é o treinador João Zwetsch, capitão da seleção brasileira na Copa Davis.

Na carreira, já ganhou mais de R$ 200 mil em conquistas de simples e duplas. Atualmente, disputa o challenger de Porto Alegre (RS). No circuito mundial, participou dos qualifyings de todos os Grand Slams da temporada, sem sucesso. Mas o ímpeto de Clezar não esmorece. Vai à luta novamente em 2014 e quer galgar mais degraus na ATP: "É o sonho de qualquer tenista. Vivemos para jogar um torneio deste porte". Neste ano, ainda vai disputar um torneio em São Paulo. Em dezembro, começa a pré-temporada pensando nos qualifyings do Australian Open, em janeiro de 2014.

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