Tenista nº 1088 representará Brasil na Davis

Sem Guga, com um ?estrangeiro? especialista em duplas e muita disposição. Assim é o time brasileiro para enfrentar o Paraguai pela Zona Americana da Copa Davis, entre 9 e 11 de abril, na Costa doSauípe. O ?estrangeiro? é Josh Goffi, que nasceu no Brasil (Bertioga, litoral de São Paulo) mas está radicado nos Estados Unidos. Ele foi o quarto tenista convocado pelocapitão Carlos Chabalgoity. A partir de quarta-feira ele deve se reunir aMarcos Daniel, quarto do País e 194º do mundo, Alexandre Simoni, 10º noBrasil e 296º do ranking, e Julio Silva, 11º do País e 346º do mundo. A delegação terá ainda Edvaldo Oliveira, auxiliar técnico, um quintotenista ? Leonardo Kirche, 1.088º do ranking ?, e os juvenis ThomasBellutti e Pedro Campos.Josh, de 25 anos, 559º do mundo, é filho do brasileiro Carlos Goffi,ex-técnico de Patrick McEnroe. Josh atualmente estuda na Universidadeda Geórgia, nos Estados Unidos, e estava jogando duplas esta semana emum challenger em Barletta, na Itália, de 25 mil euros em premiação, empiso de saibro. Josh Goffi e o holandês Fred Hemmes Jr. eramcabeças-de-chave 3, mas perderam na estréia para os argentinos DiegoMoyano e Ignacio Gonzalez King, que marcaram 6/4, 3/6 e 6/4.Chabalgoity disse na apresentação da equipe ? que disputará a ZonaAmericana da Davis em piso de saibro ?, que gostaria de contar tambémcom o tenista Franco Ferreiro. Mas o jogador é treinado pelo ex-capitãoRicardo Acioly, demitido em fevereiro pela Confederação Brasileira deTênis, o que serviu de pretexto para o boicote de Gustavo Kuerten,Flavio Saretta e Ricardo Mello. Para Chabalgoity, seria uma ótimaoportunidade para Ferreiro, que vem se destacando, subiu 14 posições nasemana passada e está em 214º lugar no mundo. ?Ele deve ter conversado com seu técnico, deve ter pesado os prós e contras e achou melhor não jogar?, disse o capitão, que acredita ser este o último capítulo da crise que envolveu a equipe da Davis.A convocação de Goffi tem dois motivos, segundo Chabalgoity ? ele deve ser o duplista da equipe e nos Estados Unidos estuda e conhece bem onúmero 2 do Paraguai escalado para enfrentar os brasileiros, FranciscoRodriguez, 433º do mundo. O capitão do Paraguai anunciou nesta segunda-feira, além de Rodriguez, Ramon Delgado, 191º, mais Paulo Carvallo e Daniel Lopes, que não aparecem no ranking mundial.Julio Silva está empolgado com a possibilidade de jogar pelo Brasil.Ter vencido o número 1 do Paraguai em um challenger em Campos do Jordãolhe dá um pouco mais de confiança.Não será a primeira dificuldade de Julio Silva, que nasceu em umafavela, na Vila Rui Barbosa, em Jundiaí. ?Comecei como catador de bola.Depois fui aprender a jogar para um dia quem sabe poder dar aulas.Nunca imaginei fazer carreira internacional, muito menos ser convocadopara a Davis. A situação como assumimos o lugar na equipe não é nadaconfortável, mas estamos aqui também por um pouco de mérito. Nadaacontece por acaso. Espero depois disso melhorar meu ranking e quemsabe conseguir um patrocínio?, afirmou. Julio havia programado jogar sete semanas de torneios na América Latina, mas não conseguiu os R$ 8 mil que precisava para viajar.

Agencia Estado,

29 de março de 2004 | 18h55

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