Charles Platiau/Reuters
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Tenista Paula Badosa denuncia situação de quarentena no Austrália Open: 'Lamentável'

Espanhola e outros 72 jogadores foram transferidos para hotéis após confirmação de casos de covid-19 e relatam condições precárias oferecidas pela organização do torneio

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2021 | 09h30

Primeira a testar positivo para covid-19 no Austrália Open, a tenista espanhola Paula Badosa denunciou a situação de sua quarentena forçada. "As condições em que estamos aqui são lamentáveis, eu não esperava isso (dos organizadores) ", revelou a atleta, em entrevista ao jornal Marca. Ela e outros 72 jogadores foram transferidos para hotéis. Eles terão de cumprir isolamento social por 14 dias em decorrência da confirmação de casos de covid-19.

"A primeira coisa que se recomenda quando se tem um vírus é abrir as janelas dos quartos para que o ar flua. Não tenho janelas e meu quarto mal mede 15 metros quadrados", lamentou Badosa, que ainda crescentou: "É óbvio que a única coisa que respiro é o vírus. Pedi produtos de limpeza, como aspirador, e não me deram nada".

A organização do Austrália Open informou que fornecerá material aos tenistas que estiverem em quarentena. Alguns deles converteram seus quartos em academias. Badosa, contudo, afirma sentir-se "abandonada" por não ter recebido "material de treino".  

A tenista está em dúvida se pode ter se infectado na viagem de ida à Austrália ou na estada anterior, em Abu Dhabi.

"Se fui infectada em Abu Dhabi, há mais opções que o coronavírus", disse ela, lembrando que a cepa britânica da covid-19, mais contagiosa, foi detectada em seu avião. Badosa explicou que "se tivesse o vírus normal", sairia entre 30 ou 31 de janeiro, mas se fosse a cepa britânica, sairia em 5 de fevereiro, apenas três dias antes do início da competição, marcada para 8 de fevereiro.

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