Tenistas voltam pensando no US Open

Longe da sonhada campanha em Atenas, a equipe olímpica brasileira de tênis desembarcou nesta sexta-feira pela manhã em Cumbica, já pensando em outro desafio: a disputa do US Open, o quarto e último Grand Slam da temporada, que começa dia 30 em Flushing Meadows, Nova York. O time não veio completo. André Sá - que alcançou a segunda rodada de duplas na Grécia - seguiu direto para os Estados Unidos, para disputar o qualifying do US Open. Gustavo Kuerten chegou dizendo que ficou um "gostinho" de querer mais, depois de ter sido eliminado na estréia do Torneio Olímpico, enquanto Flávio Saretta mostrou-se satisfeito com a experiência adquirida. O técnico Larri Passos era o mais apressado. E não sem motivo. Sua mulher, Carla, deu a luz na quinta-feira em São Paulo, e o treinador estava ansioso para conhecer sua filha Betina. "Não deu como eu queria em Atenas", disse Guga que perdeu logo na estréia para o chileno Nicolas Massu. "Por isso, ficou aquele gostinho de querer jogar novamente uma Olimpíada. Mas agora tenho de pensar na disputa de um Grand Slam, já na próxima semana, um torneio importante, com muitos pontos em jogo e espero ter melhor sorte." O tenista número 1 do Brasil reconheceu que seu estado físico prejudicou o rendimento em Atenas. "Tenho uma deficiência que está bastante visível para os adversários. Sinto dificuldade na mobilidade, mas ainda assim fiz uma partida equilibrada com o Massu, que já está nas semifinais em Atenas." Novamente Guga enfatizou que é preciso ter paciência para esperar por uma melhor recuperação física e superar as dores no quadril. Apesar disso, foi taxativo em dizer que não pensa em aposentadoria, ao responder uma pergunta se ficaria no circuito por mais quatro anos para então jogar na próxima Olimpíada. "Sinto que ainda posso jogar de igual para igual com os melhores. Fiz boa campanha em Toronto, fui às quartas-de-final em Roland Garros e enquanto conseguir manter este nível vou continuar jogando." Em Atenas, Guga não viveu os momentos descontraídos da Olimpíada de Sydney, quando acompanhou vários jogos de outras modalidades. Teve apenas um dia, na quinta-feira, para acompanhar as provas de natação. "Não foi do mesmo jeito de Sydney, mas tenho agora de me concentrar no US Open", disse o tenista que ficou em São Paulo para também conhecer a filha do técnico Larri Passos. Para Flávio Saretta, a experiência foi eletrizante. Não teve também muito tempo para ver outros jogos, mas confessou-se satisfeito com a convivência na Vila Olímpica, a emoção dos Jogos e todo o clima de uma Olimpíada. "Fiz uma boa partida com o Roddick (Andy - para quem perdeu em jogo equilibrado no estréia), lembrou Saretta. "Peguei o norte-americano sacando muito forte, mas até que consegui jogar bem. Acho que valeu a pena participar dos Jogos e conhecer atletas de outras modalidades." Saretta treina em São Paulo até quinta-feira da próxima semana, quando embarca para Nova York para o US Open. Com filha paulistana, o gaúcho Larri Passos vai aproveitar os próximos dias para ficar em família. Chegou dizendo que iria cobrir a filha Betinha com a bandeira do Brasil para desde já lhe dar o espírito patriótico. De Atenas também trouxe, como disse, uma boa experiência. "O tênis hoje está muito equilibrado. O Guga fez uma boa partida com o Massu, poderia ter ganho e estaria nas semifinais como o chileno. Venho dizendo há muito tempo que não há jogo fácil. O Roger Federer, queria a medalha de ouro, e também perdeu nas primeiras rodadas para Tomas Berdych. Não tem ninugém jogando mal."

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