Darko Bandic/AP
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Testes PCR de Novak Djokovic para o Aberto da Austrália eram válidos, diz MP da Sérvia

Após idas e vindas, tenista foi expulso do país pelo governo australiano por conta de se tratar de um “risco sanitário”

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2022 | 08h00

Os resultados dos testes de PCR para detecção da covid-19, apresentados pelo tenista Novak Djokovic, número 1 do mundo, para participar do Australian Open, eram válidos. Essa foi a constatação das investigações do Ministério Público da Sérvia e divulgadas nesta quarta, 2.

Djokovic não se vacinou contra a covid-19. Mesmo assim, recebeu o visto para ingressar na Austrália graças a um certificado de contaminação com o novo coronavírus, um mês antes do torneio. Após idas e vindas, Djokovic acabou expulso do país pelo governo australiano por conta de se tratar de um “risco sanitário”.

Segundo os testes apresentados às autoridades australianas, realizados nos dias 16 e 22 de dezembro, Djokovic havia testado, respectivamente, positivo e negativo para a covid-19. A validade dos testes, no entanto, foi colocada à prova após a divulgação de incongruências por vários veículos de comunicação.

"A análise da base de dados numérica concluiu que Novak Djokovic foi submetido a vários testes e que os certificados desses testes nos dias 16 e 22 de dezembro eram válidos", afirmou o Ministério Público em comunicado.

Djokovic, que recebeu o resultado de seu primeiro teste no dia 17, participou de um evento com jovens tenistas em Belgrado e concedeu entrevista ao jornal francês L’Equipe na mesma data. Na ocasião, o sérvio se desculpou e afirmou que havia feito um “erro de julgamento.” 

Desde que retornou à Sérvia, no dia 17 de janeiro, o tenista ainda não se pronunciou. Fez apenas breves aparições públicas. Nesta quinta-feira, Djokovic vai se encontrar com Aleksandar Vucic, presidente sérvio.

Sem a presença de Djokovic, Rafael Nadal se sagrou campeão do Aberto da Austrália e conquistou seu 21º título de Grand Slam. O espanhol superou o seu recorde de 20 troféus, que era compartilhado com o próprio Djokovic e Roger Federer.

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