Thomaz Bellucci chega embalado para Davis e espera apoio da torcida

'Estou super otimista e confiante para o confronto', afirma o tenista, que representa a equipe brasileira contra a Espanha, em São Paulo

FELIPE ROSA MENDES E NATHALIA GARCIA, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 15h34

Depois de um primeiro semestre abaixo do esperado e boa parte fora do Top 100, o brasileiro Thomaz Bellucci parece ter reencontrado o seu melhor tênis no US Open, assumiu a 83.ª colocação no ranking da ATP. Ele chegou à sua melhor posição no ano e chega embalado para a disputa com a Espanha pela Copa Davis, entre sexta-feira e domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

O tenista número 1 do Brasil, que tem papel fundamental na missão de levar o País de volta ao Grupo Mundial, destaca a sua evolução e mostra confiança para o confronto. "No primeiro semestre acabei não jogando tão bem, tive duas ou três semanas boas, as outras semanas acabei jogando muito abaixo do meu nível e não tive os resultados que queria. Comecei a me sentir melhor dentro de quadra, já joguei muito melhor do que nos outros torneios. Estou super otimista e confiante para o confronto", afirma.

Mas Bellucci sabe que não terá vida fácil diante dos espanhóis. Apesar das ausências de Rafael Nadal e David Ferrer, a equipe veio com um grupo forte ao País e tem Roberto Bautista Agut, Pablo Andujar e Marcel Granollers como concorrentes para as duas vagas de simples. Enquanto os rivais continuam indefinidos, o atleta tem o seu palpite: "É muito provável que seja o Andujar".

Ainda assim, ele já trabalha para diferentes situações. "Os três jogadores que têm possibilidade de jogar simples são fisicamente bons, jogam bem defendendo, contra-atacam bem. Acho que essa vai ser a dificuldade, ter paciência e ter um controle mental, sabendo que um jogo de cinco sets é longo. Em certos momentos você pode não estar jogando tão bem, mas sempre dá tempo de correr atrás do resultado", avalia.

Bellucci guarda boas recordações de São Paulo, onde avançou até a semifinal do Brasil Open, disputado entre fevereiro e março deste ano, e obteve um de seus melhores resultados nesta temporada. A queda veio diante do argentino Federico Delbonis, que se sagrou campeão, e o dono da casa deixou o Ibirapuera aplaudido pelos torcedores.

E é com o apoio dos brasileiros que ele espera contar novamente. "Isso (jogar em casa) pesa para eles também, a torcida brasileira vem bem pesada para o jogos, no Brasil Open sempre acaba incomodando o adversário, pode tirar um pouco do foco deles. Pode ser uma vantagem também", destaca.

Os torcedores ainda têm a chance de acompanhar a equipe brasileira. Os preços dos ingressos variam de R$ 325 (anel superior) e R$ 780 (anel inferior) e valem para os três dias de confrontos, duas partidas de simples na sexta-feira, a partir das 16 horas, uma de duplas no sábado, às 14h30, e mais dois jogos no domingo, a partir das 14 horas.

As entradas também poderão ser compradas avulsas a partir desta quarta-feira na bilheteria da Ingresso Nacional no Ibirapuera. Os valores são de R$ 130 por dia para o anel superior e de R$ 300 por dia para o anel inferior.

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