Torneio de Buenos Aires é um sucesso

A Copa AT&T, o ATP Tour de Buenos Aires, bem que poderia ser no Brasil. O torneio tem o tamanho e os investimentos certos para uma competição de bom nível na América do Sul, capaz de contar com a presença de Gustavo Kuerten, entre outras estrelas, e sem os exageros de competições milionárias, como o sonhado Masters Cup, que poucas heranças deixaria para o tênis brasileiro. Com uma premiação média - de pouco mais de US$ 600 mil -, jogos atraentes e uma boa organização, o clima no Buenos Aires Lawn Tennis é de um grande evento, de causar uma pontinha de inveja nos brasileiros.Atraídos por bons jogos, um ambiente agradável, uma gostosa praça de alimentação, com mesinhas à sombra e ingressos a preço justo, o público praticamente vem lotando as quadras em Buenos Aires, já na primeira rodada. Há dois estádios, o principal, com capacidade para cinco mil pessoas e o secundário, com cerca de dois mil lugares. Para se ver Guga, por exemplo, podia-se comprar entradas a US$ 10, bem diferente do que foi para se assistir o Brasil com o Marrocos, no Rio. Com o mesmo ingresso era permitido ver ainda, no estádio dois, Fernando Meligeni em emocionante jogo com o marroquino Karim Alami.Buenos Aires já mostrou nestes primeiros dias de competição que encontrou a fórmula adequada para se promover torneios de tênis na América do Sul. A organização do evento é a mesma do Ericsson Open (de Miami), a All Tennis, dirigida pelo ex-tenista porto-riquenho Miguel Nido. A sofisticação nos detalhes é agradável. Não há, por exemplo, aquele exército de seguranças de terno e gravata, como ocorreu na Davis no Rio, fechando as portas, sem a devida orientação. Neste torneio, até mesmo Guga consegue andar sozinho e não reclama. Pára um pouco para autógrafos e fotos e depois, segue seu caminho. É claro que os organizadores se preocupam em colocar guarda-costas ao lado do astro brasileiro, mas, com seu jeito simples de ser, ele costuma ir e voltar da quadra de treino sem avisar e no meio da multidão. O público argentino vive um gosto e um prazer que a torcida brasileira não têm: este convívio mais de perto com o ídolo.

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