Três chapas inscritas na eleição da CBT

As chapas que pretendem concorrer a presidência da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) já estão oficialmente inscritas e dentro do prazo. Só que a briga política está muito longe de terminar. O mais importante ainda está para ser definido: quem pode votar? Os inscritos são José Farani, de Brasília, para presidente, e José Graças, do Piauí, para vice, no que poderia ser definido como situação. A oposição terá mesmo o catarinense Jorge Lacerda Rosa para presidente e o cearense Jesus Thomaz Tjara Filho para vice. Apareceu também, de surpresa, uma chapa alternativa formada por Hermenegildo Grassi e Marcelo Grassi, ambos tenistas de São Paulo. A assembléia eletiva está confirmada para o dia 17, em Brasília, só que agora não mais na academia de tênis, mas sim no hotel Manhattan Plaza. Difícil é garantir que irá mesmo acontecer. A confusão é tanta que ninguém sabe direito quem tem direito a voto. O cenário meio nebuloso parece ser favorável a situação de Nelson Nastas. Afinal, se todas federações pudessem votar, a oposição de Jorge Rosa provavelmente venceria a eleição. Nastas assumiu a estratégia do silêncio. Até agora não se manifestou sobre a intervenção na CBT, mas é dado como certo que entrará com recurso judicial para retomar o comando da entidade, justamente na data mais importante, a da assembléia. A oposição confia que o atual administrador judicial da CBT, Sérgio Opréa de Carvalho se mantenha à frente do processo sucessório. "Se a intervenção continuar temos chances de vencer", disse Jorge Rosa, que conta com apoio de um total de 15 federações, de 24 que teriam direito a voto. Caberá a Justiça definir - possivelmente já na segunda-feira - quais federações terão direito a voto. Muitas estão em débito com a CBT e, assim, estariam impedidas de participar das eleições. Só que praticamente todas contestam os valores cobrados. Se esta regra vigorar, até mesmo a Federação de Santa Catarina, de Jorge Rosa, possivelmente não poderia votar, pois a administração de Nastas declara que existe uma dívida de R$ 5 mil. Outra federação complicada é a do Rio Grande do Sul - também do grupo de oposição - que estaria devendo mais de R$ 40 mil e se diz sem condições de saldar a dívida. Além dos débitos, existem outros casos duvidosos, como a Federação de Tocantins - também do grupo de oposição - que apesar de filiada é contestada pela situação por não ter número de quadras suficientes nem de competições. Enfim, a briga nos bastidores promete dominar os próximos dias e existe até mesmo o risco de apenas um pequeno número de votos decidir o futuro do tênis do Brasil.

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