Jason Lee/Reuters
Jason Lee/Reuters

Um ano após ser esfaqueada, Kvitova diz ainda não ter todos os movimentos da mão

Tenista checa ficou cinco meses sem jogar após ser atacada por homem que invadiu sua casa

Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2017 | 10h42

A tenista Petra Kvitova nunca vai esquecer o dia 20 de dezembro de 2016. Na ocasião, a checa teve a casa invadida por um homem e foi esfaqueada na mão esquerda, causando sérias lesões no local. Quase um ano depois, ela se recupera física e psicologicamente do episódio e por mais que já tenha retornado às quadras, com sucesso, revelou que ainda sofre com as sequelas do ataque.

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"Eu provavelmente vou precisar de mais de um ano para recuperar o movimento completamente, não tenho certeza", declarou em entrevista ao jornal The Guardian. "Para o tênis e para a vida, está bom. Fiz tudo que podia, mas ainda há espaço para melhorar. Espero que com mais tempo, eu fique ainda mais forte. Fico feliz que através da recuperação, pude me animar para melhorar."

Kvitova sofreu danos em todos os dedos da mão esquerda e lesões no tendão, que a obrigaram a passar por uma longa cirurgia logo após o ataque. A checa voltou ao tênis cinco meses depois, em Roland Garros, mas lembra-se de ouvir que talvez nunca mais pudesse jogar profissionalmente.

"Eu ouvi rumores de que nunca mais jogaria e pensava: 'Vou mostrar para eles'. Eu pensava: 'Por que estão dizendo isso?'. Era muito doloroso para mim, eu sentia que não estavam acreditando em mim. Claro, naquele momento, eu provavelmente não sabia quão ruim era a lesão, porque ninguém me falava", comentou.

De fato, Kvitova correu risco de nunca mais atuar, mas a recuperação transcorreu bem e ela retornou em Roland Garros. Logo depois, em Birmingham, voltou a levantar um troféu e mostrou que estava em grande forma. Mesmo tendo perdido boa parte da temporada, a checa conseguiu terminar o ano na 27.ª colocação no ranking da WTA.

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