US Open: mais do que o maior torneio

O US Open é muito mais do que o maior torneio do planeta. Além de seu conhecido gigantismo, com uma quadra central para 21 mil pessoas, cerca de 40 mil pessoas passando por suas bilheterias diariamente, e um prêmio recorde de US$ 17 milhões, este ano aparece renovado, com cara alegre e muitas novidades para o público e jogadores. Conhecido como a Disneylândia dos apaixonados por tênis, Flushing Meadows ganhou recantos e atrações, como arquibancadas mais confortáveis, restaurantes charmosos, telões espalhados pelas alamedas e painéis informativos da IBM em tempo real. ?Criamos várias maneiras de se ver e acompanhar o tênis em Flushing Meadows", enfatizou Arlen Kantarian, chefe executivo da USTA, entidade que organiza o US Open. A brincadeira exigiu um investimento de US$ 50 milhões, mas o retorno é quase imediato. Já nesta edição de 2003, os lucros devem saltar aos olhos. Afinal, os ingressos são apenas uma pequena parte dos rendimentos. Tudo gera negócios em Nova York.A Plaza Café, bem ao centro de Flushing, ganhou o Mojito Restaurant, ao estilo cubano, e toda praça de alimentação funciona quase sem parar, com preços salgados. Estes números, porém, não passam de trocados perto do que geram os direitos de transmissões por TV. Este ano, mais de cem canais estarão transmitindo os jogos para todos os cantos do planeta. Inclusive a final feminina vai para o horário nobre, no dia 6 de setembro, sendo jogada às 20 horas, o prime time. Com tanto marketing e sucesso, os organizadores se sentiram a vontade para abrir os cofres e confiarem aos campeões do masculino e do feminino um cheque de US$ 1 milhão, um novo recorde de premiação na modalidade. Na busca deste prêmio e da consagração está um dos nomes mais badalados do tênis norte-americano: Andy Roddick. O menino prodígio de saque poderoso e com Brad Gilbert - ex-técnico de Agassi - agora como professor, tem tudo para fazer a torcida esquecer o fim da carreira de Pete Sampras. Campeão do ano passado, com 64 títulos na sua história, incluindo 14 troféus do Grand Slam, anunciou oficialmente a aposentadoria. Nem Sampras, nem Serena Williams defenderão o título conquistado ano passado. A tenista norte-americana está fora da competição por causa de uma cirurgia. E, por mais estranho que possa parecer, sua irmã mais velha, Venus, também desistiu à ultima hora. Entre os brasileiros, apenas dois estão classificados para a chave principal, na pior performance dos últimos anos. Gustavo Kuerten reza para chegar a segunda semana e vai estrear com um jogador vindo do qualifying, enquanto Flávio Saretta joga a primeira rodada com Vince Spadea, com a esperança de que esteja num dia motivado, para mostrar todo o seu indiscutível talento. O show começa nesta segunda-feira. Neste domingo, uma prévia com o Arthur Ashe Day, com jogo beneficente. E para os brasileiros uma boa notícia: a SporTV transmite os jogos ao vivo, compensando em parte a ausência de Wimbledon nas tevês brasileiras deste ano, depois de muito tempo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.