Mike Segar/Reuters
Mike Segar/Reuters

Venus Williams continua o seu renascimento no US Open

Tenista norte-americana, de 37 anos, tem mostrado eficiência nas quadras em Nova York

Ava Wallace, Washington Post

31 de agosto de 2017 | 17h41

NOVA YORK – Em meio às conversas sobre jogadores feridos e a empolgação em torno da volta de Maria Shaparova a um torneio de Grand Slam, você pode ser perdoado por ter esquecido Venus Williams, nona colocada no ranking.

Mas na noite de quarta-feira Venus lembrou todo mundo da sua presença. Derrotou a francesa Oceane Odin, de 20 anos, por 2 sets a zero, com parciais 7-5e 6-4, avançando para a terceira rodada do torneio, quando deverá enfrentar Maria Sakkari, da Grécia.

Jogando diante de uma multidão de 23.771 espectadores, ela foi mais eficiente neste seu segundo jogo no torneio do que no primeiro.

Depois de uma vitória em três sets na segunda-feira, Venus derrotou Dodin, fechando o jogo com uma quebra de serviço genial, selando a vitória com um retorno de bola de forehand na linha, fora do alcance da francesa, e depois presenteou a multidão de assistentes com o giro na rede que tem sua marca.

Ela teve 32 winners para 14 erros não forçados, com seis Aces e sem precisar aumentar seus grunhidos ao máximo decibel.

Foi o segundo jogo em Nova York de Oceane Dodin, número 48 na classificação da ATP e sua nona participação em um Grand Slam, onde nunca passou da terceira rodada.

“Joguei dois grandes serviços nas duas rodadas. Quando você aproveita as oportunidades tem de chegar a elas, e às vezes elas não voltam. Hoje o jogo foi muito regular. Sinto que cada rodada é uma chance de melhorar”, disse Venus. 

Venus Williams, 37 anos, chegou à final em Wimbledon e do Australian Open,  sua primeira aparição numa final de Grand Slam desde 2009. Ela perdeu para sua irmã, Serena, mas o campeonato marcou o início de um ano em que o tênis voltou atrás no relógio em termos de quem ocupava os primeiros lugares.

Ela chegou a Nova York depois de uma passagem por quadra dura que a levou ao US Open, tendo chegado à quarta rodada no torneio de Toronto e à segunda em Cincinnati.  Venus está em busca do seu terceiro troféu no US Open – os primeiros foram em 2000 e 2001 -, e o de número 50 em sua carreira no geral. Esta é sua 19ª. Aparição na quadra principal de um Grande Slam, um recorde na era do Open.

Mas de certo modo ela passou despercebida nas primeiras rodadas, até mesmo com poucas chances de derrotar a número um do ranking, Karolina Pliskova,  no final do torneio.

Um pouco menos de refletores fora das quadras se ajusta à quase imperturbável Venus Williams, quando a atenção da mídia é a mais intensa. Em Wimbledon, ela teve duas semanas difíceis relacionadas ao seu envolvimento em um acidente de carro fatal no Sul da Flórida em junho (do qual foi depois isenta de culpa). A controvérsia durou quase o tempo todo até a final do torneio, quando ela perdeu para Garbine Muguruza.

(A campeã espanhola, que também disputa o título em Nova York, teve de esperar seu jogo na segunda rodada até as 22 horas na quarta-feira quando a quadro ficou livre. A chuva que caiu na terça-feira provocou o adiamento de 87 jogos num único dia)

Em Nova York, Venus disse não saber, nem se preocupar, com o que a imprensa vem falando a seu respeito.

“Para mim, entrar na quadra, treinar, me preparar e me recuperar e jogar, é o que importa. Não estou aqui para ler jornais, assistir TV ou tentar saber quem disse se vou vencer. No final, temos pessoas que estão falando sobre quem vai vencer e aquelas que estão na quadra, jogando. Eu tenho de jogar”.

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