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Volandri comemora volta por cima antes de jogar final

Filippo Volandri, que ocupa a modesta 69ª posição no ranking, foi o algoz de Thomaz Bellucci e do talentoso argentino David Nalbandian no Brasil Open. Quem olha para a lista da ATP pode até achar que se trata de uma zebra, mas a história do italiano diz o contrário.

ALESSANDRO LUCCHETTI, Agência Estado

19 de fevereiro de 2012 | 11h39

Indagado a respeito dos problemas que o levaram a despencar no ranking numa coletiva no Ibirapuera (chegou a ser o 718º no início do ano passado), Volandri brincou, dizendo que não teria tempo para isso. "Ficaria dois dias aqui falando".

Volandri chegou a ser o 25º do mundo em 2007. Naquele ano, entrou como convidado no Masters 1000 de Roma e derrotou ninguém menos do que Roger Federer. Deu a volta olímpica no Foro Olímpico e muitos falaram no renascimento do tênis italiano, que está longe de ser um protagonista há muitos anos. Nos seus tempos de glória, conquistou até o título da Copa Davis, em 1976, e acumula também seis vice-campeonatos.

Mas depois o jogador se tornou manchete por outros motivos: foi acusado de fazer parte da máfia de apostas, ao ser derrotado por oponentes com ranking muito inferior ao seu. Para piorar, em janeiro de 2009 foi suspenso por três meses por doping. Fora flagrado em março de 2008 pelo uso de salbutamol. Por ser asmático, ele tinha permissão para usar um medicamento que continha a substância, mas a Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) alegou que a quantidade encontrada estava acima das necessidades terapêuticas. Ele foi obrigado a devolver o dinheiro que acumulou em prêmios durante aquele período e perdeu os pontos do ranking. A suspensão iria terminar em abril de 2009.

Mas Volandri apelou à Corte Arbitral do Esporte, que em março daquele ano cancelou a decisão da ITF, devolvendo-lhe o dinheiro e os pontos. No entanto, a ausência do circuito por dois meses e meio provocou uma queda abrupta no ranking. O estrago estava feito. Para se recuperar, Volandri foi "condenado" a vagar pelos challengers, contra jovens cheios de motivação. "Não é fácil ganhar challengers", declarou.

Criado no saibro, Volandri novamente optou pelo giro latino-americano. Este ano, em Viña del Mar, no Chile, foi derrotado por João Souza, o Feijão, mas São Paulo marca definitivamente a sua recuperação. Desde 2006, quando foi campeão do Torneio de Palermo, ele não chegava à final de um torneio desse nível.

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