Wimbledon começa hoje com aura olímpica

Torneio da Olimpíada será disputado nas mesmas quadras do Grand Slam

Valéria Zukeran, Jornal da Tarde

25 de junho de 2012 | 08h24

SÃO PAULO - Wimbledon já é por si só “o” torneio entre todos os Grand Slams. É o mais antigo, disputado desde 1877 e tradicional, como demonstra o rígido regulamento, que só permite uniformes brancos. Mas, além de todos esses aspectos, a edição deste ano terá um atrativo extra por ser uma prévia da Olimpíada. Os Jogos de Londres serão realizados no mesmo complexo de quadras de grama no próximo mês. Para os vencedores do torneio deste ano, portanto, além da polpuda premiação e status, o título vai significar posição de favoritismo na disputa por uma medalha de ouro três semanas depois.

Mas o número 1 do mundo, Novak Djokovic, diz ser totalmente impossível falar no Grand Slam britânico como treinamento olímpico. “Não creio que Wimbledon possa ser considerado um ensaio de nada”, dispara o cabeça de chave número 1 do evento. “É o torneio de tênis mais respeitado, mais conhecido e mais valioso do mundo. É, em minha opinião, o ponto máximo do nosso esporte.”

Para o sérvio, Olimpíada é diferente. “Os Jogos são algo além de qualquer comparação com qualquer outro torneio.” Segundo ele, isso acontece porque o atleta defende mais do que seu status individual. “Não se trata da importância de apenas um, mas de toda uma nação.” Estabelecida a diferença, o sérvio se prepara para defender o título conquistado no ano passado e sua liderança do ranking. O primeiro adversário será o espanhol Juan Carlos Ferrero.

O brasileiro Thomaz Bellucci está na chave principal, mas levou azar no sorteio. Terá pela frente o espanhol Rafael Nadal. Para dificultar ainda mais a situação do brasileiro, o adversário entra em quadra com a motivação que lhe dá a possibilidade de terminar Wimbledon como o novo número 1. Para isso será necessário ser campeão e que Djokovic caia antes das semifinais.

Mas, assim como o sérvio, Nadal diz que não quer pensar em ranking. “Só penso no treino de amanhã (hoje) e em me preparar para chegar nas melhores condições.” O espanhol sabe que o piso de grama não lhe favorece. “Mas você não pode mudar todo o seu jeito de jogar - você é bom fazendo o que sabe fazer”.

Quem gosta de verdade da grama é Roger Federer, que lutará pelo sétimo título em Wimbledon. Ele acha que chegou seu momento na temporada. “Coloco minhas chances aqui e no US Open. Tenho uma sequência excitante pela frente”, diz o suíço, que enfrenta Albert Ramos.

Sharapova favorita

Entre as mulheres o favoritismo é de Maria Sharapova, número 1 do ranking. Na estreia enfrentará a australiana Anastasia Rodinova. Outra figura que merece destaque é a campeã do ano passado, a checa Petra Kvitova, que vai enfrentar a uzbeque Akgul Amanmuradova amanhã.

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