Andrew Couldridge / Reuters
Andrew Couldridge / Reuters

Wimbledon muda regra e adota tie-break no quinto set a partir da edição de 2019

Torneio não terá mais confrontos com muitas horas de duração

Estadão Conteúdo

19 Outubro 2018 | 13h42

Incríveis duelos como o protagonizado pelo norte-americano John Isner e pelo francês Nicolas Mahut, que em 2010 ficaram 11 horas e 6 minutos em quadra, ou o da semifinal deste ano entre o sul-africano Kevin Anderson e o mesmo Isner, de mais de seis horas de duração, não irão mais acontecer em Wimbledon. Nesta sexta-feira, a organização do Grand Slam britânico anunciou uma mudança nas regras e o quinto set dos jogos terão agora tie-break a partir da edição de 2019.

Wimbledon será o segundo dos quatro Grand Slams da temporada a adotar o tie-break no set decisivo - terceiro para as mulheres e quinto para os homens. Mas diferentemente do US Open, em Nova York, que coloca o desempate após o 6 a 6, em Londres o tie-break só acontecerá depois do 12 a 12.

Os outros dois torneios do Grand Slam - o Aberto da Austrália, em Melbourne, e Roland Garros, em Paris - mantêm o quinto set no formato em que o triunfo apenas é atribuído quando um jogador atingir uma diferença de dois games.

"A nossa opinião é que chegou o momento de introduzir o método do tie-break para encontros que não cheguem a uma conclusão natural e razoável no set decisivo", justificou o presidente do All England Club, Philip Brook, em relação à mudança anunciada nesta sexta-feira.

Em julho deste ano, o jornal britânico The Times já falava sobre a possibilidade de mudanças, noticiando uma reunião para debater o assunto. Em 2010, Isner derrotou Mahut no quinto por 70 a 68. Oito anos depois, o norte-americano foi batido por Anderson por 26 a 24.

 

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