Sebastian Moreira/EFE
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Zebra do Brasil Open, Alund admite que nunca imaginou enfrentar Nadal

Argentino que se classifícou após desistência e eliminou Mello joga semi com espanhol hoje

Amanda Romanelli , O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 13h57

SÃO PAULO - A maior zebra do Brasil Open enfrenta na tarde deste sábado a maior estrela do torneio, Rafael Nadal. O argentino Martin Alund, de 27 anos, tem uma carreira bastante modesta – nunca conseguiu, por exemplo, vencer um torneio challenger. Mas, com uma campanha surpreendente no ATP brasileiro, já ganhou os holofotes. A partida entre os dois começará logo na sequência do primeiro jogo que abre as semifinais do Brasil Open, entre o italiano Simone Bolelli e o argentino David Nalbandian, às 16 horas.

 

O tenista, 111º do mundo (melhor ranking da carreira), admite que não imaginava ter um dia a possibilidade de enfrentar Nadal, atual número 5. "Se alguém me dissesse que isso iria acontecer, não acreditaria", disse o argentino, demonstrando uma felicidade incontida.

 

A história de Alund no Brasil Open parece um conto de fadas. O argentino havia sido eliminado na última rodada do qualifying, segunda-feira, após uma partida duríssima de quase 3 horas com o chileno Jorge Aguilar. Mas acabou entrando na chave principal do torneio (algo que aconteceu apenas pela segunda vez na carreira) após a desistência do compatriota Leonardo Mayer, lesionado.

 

Alund lembra que estava se preparando para voltar à Argentina quando ganhou a chance de entrar no torneio como 'lucky loser', o jogador mais bem ranqueado entre os eliminados na rodada final do quali. E, de cara, enfrentou o brasileiro Ricardo Mello, na quadra principal do Ibirapuera.

 

O argentino não só venceu o brasileiro, que ali entrou para a aposentadoria, mas também derrotou o francês Jeremy Chardy (25º do mundo) e o italiano Filippo Volandri, vice-campeão do Brasil Open em 2012. Dentre todos os quadrifinalistas, Alund era o de pior ranking.

 

Sem ter nem patrocínio – apenas uma pequena ajuda da província de Mendoza, onde nasceu e vive, e da família -, Alund agradece o apoio da torcida brasileira, que o adotou. "Senti um apoio muito grande das pessoas, menos quando joguei contra o Ricardo, claro. Mas todos estão tendo um respeito muito grande comigo e eu agradeço. Esta é a melhor semana da minha vida."

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