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Ameaça vermelha

Pela primeira vez em quase dois anos de domínio na Fórmula-1, a Mercedes, de fato, tem um desafio pela frente: provar que a fácil vitória da Ferrari domingo passado em Cingapura foi zebra. No ano passado a equipe alemã sofreu três derrotas para a Red Bull de Daniel Ricciardo, e este ano três para a Ferrari de Sebastian Vettel. Normalmente quando alguma outra equipe vence a Mercedes, ou o resultado é zebra ou a pista não ajuda (na Hungria ela perdeu dois anos seguidos). Mas o desempenho da Ferrari em Cingapura, mesmo sendo circuito de rua (portanto, não muito diferente da Hungria) pode significar um sinal de alerta para a equipe, que até então não tinha feito uma corrida tão apagada. É bom lembrar que não foi apenas Vettel, mas os dois carros da Ferrari mandaram no fim de semana todo, quebrando a série de 19 poles consecutivas da Mercedes.

Reginaldo Leme, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2015 | 03h00

Para Hamilton, que teve o primeiro problema no ano, a situação não mudou tanto. A liderança caiu de 53 para 41 pontos, mas ainda é tranquila. Já Rosberg passa a ser ameaçado por Vettel, que fica oito pontos atrás, com o mesmo número de vitórias (3 a 3) e mais voltas na liderança (176 a 149). Talvez orientado pela Ferrari, Vettel falou mais da briga não apenas pelo vice, mas até pelo título, e menos da marca importante de 42 vitórias, superando Ayrton Senna, o que o torna o terceiro maior vencedor da história A ficha caiu mesmo quando os jornalistas o lembraram que, aos 28 anos de idade e menos de dez na F-1, ele tem tempo de sobra para vencer mais dez e passar a ser o segundo da história (Alain Prost tem 51), ficando atrás apenas do seu ídolo de infância Michael Schumacher. Sem perder a sua alegre humildade, Vettel admitiu que “o Prost já entrou na minha mira”.

Por ter sido a última ou penúltima etapa do campeonato várias vezes, o GP do Japão decidiu 12 títulos (um deles em Fuji), inclusive quatro do Brasil (três de Senna e um de Piquet). Na volta a Suzuka, desde 2008, a corrida foi ficando mais longe da decisão e hoje acontece seis etapas antes do final. Uma razão importante para isso foi fugir da chuva e das ameaças de terremoto, mas nem sempre adiantou, pois o treino de 2015 já começou com chuva, e foi essa condição de pista molhada, mais a falta de luz natural, os erros de comissários e a demora na decisão de antecipar o encerramento da prova que no ano passado motivaram o acidente que levou Jules Bianchi à morte.

Europeu de Fórmula-3. Depois da bem sucedida participação no Masters de F-3, com uma pole e dois pódios, Sergio Sette Camara volta ao Campeonato Europeu, disputando a penúltima etapa do campeonato em Nurburgring. Cada etapa do Euro F-3 tem três corridas com grids definidos em classificações separadas. A pole position de Nuburgring no ano passado foi de Max Verstappen, hoje piloto da F-1.

Mundial de Kart. Nada menos do 102 pilotos de 36 países disputam o Mundial de Kart na Itália. O Brasil tem cinco representantes na categoria KF Junior (Felipe Drugovich, Caio Collet, Murillo Della Coletta, Marcel Della Coletta e Gianluca Petecov). Drugovich, de 15 anos, e Collet, de 13, estão entre os favoritos pelos resultados obtidos nos treinos livres da semana passada. Gianluca Petecov é o mais jovem da história do campeonato, com 12 anos de idade. Collet se preparou para o Mundial disputando três provas do Campeonato Europeu. O Mundial prevê cinco baterias de classificação, nas quais são definidos os 34 pilotos de cada pré-final. Daí saem os 17 melhores para disputar a prova final. Três brasileiros já venceram o Mundial: Guga Ribas em 86, Gastão Fraguas em 95 e Ruben Carrapatoso em 98, quando tinha como maior rival Fernando Alonso.

World Series. André Negrão aproveita a folga na GP2, que só volta na preliminar da F-1 na Russia, para correr na Fórmula Renault 3.5, sua antiga categoria, em Le Mans. As duas categorias têm carros muito parecidos, mas a potência do motor da GP2 é um pouco maior (610 contra 530 HP). É a penúltima etapa do campeonato.

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