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Claire Williams diz se sentir uma 'menininha' na F1 e rejeita rótulo de 'zebra'

Claire Williams ainda se sente como um "menininha" durante as conversas com os titãs da Fórmula 1, tradicionalmente dominada pelos homens, e estabeleceu um desafio para a nova temporada: ser mais corajosa e lutar mais pela sua equipe.

Estadão Conteúdo

28 Janeiro 2016 | 12h22

Aos 39 anos, Claire está se preparando para sua quarta temporada como vice-chefe da Williams, controlando o dia-a-dia da equipe fundada por seu pai, Frank. "Nosso esporte é muito dominado pelos homens e às vezes eu sou a única menina na sala", disse Claire em um evento do Sport Industry Group para os futuros líderes.

"Eu sento em uma sala com Bernie Ecclestone (chefe comercial da Fórmula 1), Jean Todt (presidente da Federação Internacional de Automobilismo), Christian Horner (chefe da Red Bull), Toto Wolf (chefe da Mercedes). Todos estes incríveis grandes nomes do nosso esporte. Às vezes me sinto como se fosse a menininha da sala. Às vezes eu desejo, quando sou responsável por lutar por minha equipe e pela posição da minha equipe dentro do nosso esporte, que talvez eu seja por vezes mais valente", afirmou.

A Williams venceu 16 Mundiais de Pilotos e Construtores nas décadas de 1980 e de 1990, mas a equipe ainda não conseguiu repetir essas glórias nesse século. Claire refletiu sobre ter herdado uma equipe no "caminho errado", mas que ela "não queria ver morrer". A Williams, com motores fornecidos pela Mercedes, terminou os últimos dois campeonatos em terceiro lugar, apesar de ter apenas o quinto maior orçamento da Fórmula 1, de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 610 milhões).

Mesmo assim, ainda há uma imagem de inferioridade da Williams, apesar de a equipe só ter sido superada por Mercedes e Ferrari em 2015. "Eu odeio a expressão azarão", disse Claire. "Eu não acho que você pode chamar uma equipe que ganhou 16 campeonatos mundiais de azarão. Uma das minhas missões é a de tentar eliminar, erradicar esta marca de azarão, porque realmente acho que pode ser muito desmoralizante para as pessoas que trabalham para você".

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