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Emerson Fittipaldi nega estar 'quebrado' e espera quitar dívidas em 6 meses

Ex-piloto garante ter patrimônio para saldar o que deve

Estadão Conteúdo

09 de abril de 2016 | 20h18

Emerson Fittipaldi, um dos principais nomes da história do automobilismo brasileiro, voltou a ganhar destaque nos jornais pelo mundo nos últimos dias por conta de uma dívida financeira que gira em torno de R$ 30 milhões.

Em entrevista concedida para a revista Veja, ele negou que esteja quebrado financeiramente, afirmou que tem patrimônio para saldar o que deve e que "em um prazo de seis meses espera estar perto de quitar as dívidas".

"Esse show que fizeram comigo é vexatório. Recebi ligações da Alemanha, dos Estados Unidos, da Inglaterra e teve até uma reportagem sobre esse assunto no Japão. Minha imagem, em nível global, foi afetada", comentou.

O problema veio à tona após a Justiça penhorar na última semana alguns de seus bens, como o carro da Penske de 1989 que ele conquistou as 500 Milhas de Indianápolis, da Fórmula Indy, além de troféus e até contratos publicitários. Fittipaldi já foi dono de dez empresas em São Paulo, porém, muitas delas estão falidas e com pendências de pagamento por prestações de serviço.

O maior prejuízo, de US$ 7 milhões, foi quando montou a equipe Copersucar, em associação com o irmão Wilsinho, que acabou em 1982. Por conta do endividamento, Fittipaldi enfrenta mais de 60 ações nos tribunais do Estado de São Paulo que inclui bancos, prefeituras, empresários e dono de posto de gasolina, segundo informou a TV Record.

O ex-piloto admite que passa por um momento de dificuldade financeira. "Pedi empréstimos em bancos, cujos juros são muitos altos, e investi em negócios que não deram o retorno que eu esperava", comentou.

Mas garante que não teme ser preso. "Imagine. Tudo meu é transparente, não tem nada escondido", completou. "Atendo a todos os meus credores e tenho uma equipe no Brasil trabalhando 'full time' para resolver essas questões", afirmou.

Muito do destaque que ganhou por conta das dificuldades financeiras ele atribui, sem citar nomes, a invejosos. "Conquistei as maiores categorias de automobilismo no mundo, vou sair dessa, mas tem gente que quer denegrir a imagem de alguém que é um ídolo. Quando você é um ídolo, está lá em cima, só há um caminho para as pessoas derrubá-lo. Elas têm inveja. Mas venho recebendo apoio de amigos e sócios do mundo inteiro", finalizou.

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