Rizla Suzuki/ MotoGP
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Governo da Malásia cogita encerrar contrato da Fórmula 1

'Talvez seja o momento de 'dar um tempo' nesta prova', afirma Khairy Jamaluddin, ministro do Esporte

Estadão Conteúdo

25 de outubro de 2016 | 10h26

O GP da Malásia pode estar se despedindo da Fórmula 1. Apesar do contrato até 2018, os organizadores da corrida demonstraram insatisfação diante do baixo público na prova disputada no dia 2 deste mês e afirmaram publicamente que podem parar de receber a F1 nos próximos anos.

"Devemos parar de sediar esta corrida", disse o ministro do Esporte da Malásia, Khairy Jamaluddin. "Talvez seja o momento de 'dar um tempo' nesta prova", declarou o responsável por administrar o Circuito de Sepang, Razlan Razali.

O dirigente culpa o domínio da Mercedes nos últimos anos pela falta de atratividade da categoria. Neste ano, a corrida na Malásia contou com público abaixo do esperado e menor audiência na televisão local. "O produto não é mais empolgante. Está sendo dominado por apenas um time", criticou Razali.

Curiosamente, o principal patrocinador da Mercedes é a empresa Petronas, que é a estatal de petróleo da própria Malásia. Também é o patrocinador que tem os naming rights do GP disputado em Sepang.

"Acho que devemos parar de receber a F1, pelo menos por um tempo. O custo está muito alto e os retornos, limitados", reforçou Jamaluddin, ministro do governo que ajuda a bancar parte do GP. "Quando nós recebemos a corrida pela primeira vez, foi um grande negócio. Era a primeira prova asiática fora do Japão. Agora há muitas etapas por aqui. Não somos mais uma novidade."

Segundo o ministro do Esporte, as corridas disputadas em Cingapura, China e Oriente Médio tem "roubado" o público do GP da Malásia nos últimos anos. Como consequência, o público tem caído nas temporadas mais recentes.

O GP da Malásia faz parte do calendário da F1 desde 1999 e faz parte da programação da temporada 2017, segundo calendário provisório divulgado pela categoria no mês passado.

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