Mercedes volta a descartar possibilidade de sabotagem ao motor de Hamilton

Diretor técnico da equipe, Paddy Lowe, nega esta possibilidade

Estadão Conteúdo

07 Outubro 2016 | 09h19

As atividades no circuito de Suzuka para o GP do Japão já começaram, mas o assunto na Fórmula 1 ainda é outro. O diretor técnico da Mercedes, Paddy Lowe, rejeitou as insinuações de que o problema no motor de Lewis Hamilton no GP da Malásia, no último fim de semana, foi provocada por uma sabotagem.

O inglês estava liderando a prova no Circuito Internacional de Sepang, quando, na 41ª das 56 voltas da prova, seu motor explodiu, dando a primeira colocação e, posteriormente, a vitória para o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull.

Frustrado com a quebra, Hamilton exibiu também sua fúria após a corrida na Malásia e chegou a insinuar que algo além do azar o tenha atrapalhado. "Alguém não quer que eu ganhe este ano, mas eu não vou desistir", disse Hamilton, no último domingo.

Com cinco corridas para o fim da temporada, será difícil para Hamilton tirar a vantagem de 23 pontos de Nico Rosberg, seu companheiro de equipe, na luta pelo título do campeonato.

Falando após as sessões de treinos livres desta sexta-feira do GP do Japão, Lowe disse que Hamilton não sugeriu ter sido alvo de sabotagem. "Eu não posso concordar com você que o piloto deu a entender que houve sabotagem", disse Lowe, quando perguntado se tal coisa seria possível. "Lewis tem sido muito claro com a gente que isso está completamente fora de questão".

Lowe reconheceu que a equipe decepcionou Hamilton, mas disse que qualquer sugestão de sabotagem está errada. "Nós tivemos outras falhas no ano que foram muito infelizes e se nós fôssemos bons o suficiente para organizar tal sabotagem não teríamos quaisquer falhas", declarou. "A Fórmula 1 é um negócio muito difícil. A engenharia está operando no limite do desempenho e as coisas dão errado".

Rosberg terminou em segundo lugar, logo atrás de Hamilton, nos dois últimos anos em Suzuka. Nesta sexta-feira, o alemão foi o mais rápido nos treinos livres, com um vantagem de sete centésimos de segundo para o inglês.

Uma vitória no domingo deixaria o piloto alemão um passo mais perto de seu primeiro título e também significaria um grande golpe para as chances de Hamilton faturar o tricampeonato consecutivo da Fórmula 1.

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