Nasr tem encontro com Temer e diz que discutiu 'um interesse em comum'

'Não vim mostrar apoio. Vim como representante do meu País'

Carla Araújo, Estadão Conteúdo

16 Agosto 2016 | 20h36

Recebido nesta terça-feira pelo presidente em exercício Michel Temer, o piloto de Fórmula 1, Felipe Nasr, se disse neutro em relação ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e negou que tenha vindo demonstrar apoio ao governo interino. "Não vim mostrar (apoio). Como eu falei, vim como representante do meu País, vim mostrar minha postura, minha disponibilidade de ajudar o país", afirmou. "Eu estou neutro", completou.

Nasr disse ainda que já conversou com a presidente afastada em outra ocasião e que fala em nome dos interesses do País e do esporte. "Sou representante do meu País, independente de partido, independente de gostar ou não gostar. É isso que eu tenho como valor e é isso que estou prezando sempre."

Segundo o piloto da Sauber, a conversa realizada a convite de Temer para falar de "um interesse em comum" e serviu para que o piloto se colocasse à disposição para ajudar a formular políticas de incentivo a descoberta de novos atletas.

"Fico à disposição de qualquer auxílio, sempre expandindo e melhorando o meio automobilístico", afirmou, ressaltando que é preciso criar condições para que surjam novos talentos. "Eu, como representante da maior categoria de automobilismo do mundo, representando o País, representando o Brasil, queria compartilhar isso com ele", disse.

Nasr afirmou ainda que a conversa com Temer foi "muito prazerosa" e o deixou feliz por descobrir a descendência libanesa do presidente em exercício. "É motivo de orgulho a gente estar cultivando uma parte da nossa família", disse.

Segundo o piloto, no encontro com o presidente em exercício, não foi conversado sobre possíveis investimentos do governo federal no automobilismo. Nasr, que é patrocinado pelo Banco do Brasil, entretanto, ressaltou a importância do patrocínio para o esporte. "O patrocínio é fundamental para qualquer atleta não só no automobilismo", disse.R

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