Srdjan Suki|EFE
Srdjan Suki|EFE

Novo formato de treinos na F-1 é bombardeado de críticas e pode mudar

Ecclestone não poupa críticas a mudanças no treino classificatório

Estadão Conteúdo

19 de março de 2016 | 10h35

"Porcaria" foi uma das críticas mais leves recebidas pelo novo formato de treinos de classificação da Fórmula 1, que estreou neste sábado, em Melbourne, pelo GP da Austrália. Se até o chefão da categoria, Bernie Ecclestone, não gostou, tudo indica que as coisas devem mudar já para a próxima etapa, no Bahrein. A imprensa especializada diz que uma reunião de emergência no domingo, antes da corrida, vai decidir isso.

O novo formato prevê a eliminação do último colocado a cada 90 segundos após sete minutos de treino no Q1, seis no Q2 e cinco no Q3. Imaginava-se que isso fosse gerar mais emoção no treino, mas o que se viu foi os pilotos mais rápidos abdicando da disputa. Quando Kimi Raikkonen foi eliminado, por exemplo, o último colocado, em terceiro, era Vettel. Ele tinha 1min30s para se salvar, mas ficou no boxe. Quase todo mundo fez assim.

Ecclestone assistiu pela TV e não gostou. "Eu assisti e tenho que dizer que não foi animador o primeiro dia. Foi uma verdadeira porcaria. Mas isso é o que temos, até a gente poder mudar", disse ele em entrevista ao site da revista britânica Autosport. O chefão da F-1 ainda reclamou que a ideia era gerar alguma emoção com a possibilidade de os melhores errarem nas primeiras voltas e "bagunçarem" o grid. "Mas o que aconteceu é que a Mercedes ainda é muito, muito boa".

Para ele, de qualquer forma, o ideal não é retomar o formato que vinha sendo utilizado. "Se voltarmos ao sistema antigo, eu vou te dizer que a Mercedes vai continuar fazendo primeiro e segundo. O que eu não quero é que as pessoas saibam qual será o grid antes da classificação e qual será o resultado da corrida antes de terminar", explicou.

Até Lewis Hamilton criticou, ainda que para ele não importe muito o formato. "Dissemos desde o começo que não era o caminho certo, mas você não pode abandonar uma coisa antes de experimentá-la. Experimentamos e os engenheiros estavam com a razão. Mas para mim não fez diferença nenhuma no fim."

Já Sebastian Vettel, que vai largar em terceiro, acredita que a torcida prefere ver duelo entre os melhores no final. "Não sei por que todo mundo se surpreendeu. Já havíamos dito que isso ia acontecer. Eles nos disseram para que esperássemos e víssemos. Já vimos e não acredito que foi emocionante. Não acho que seja um bom caminho, porque não tem o que ver. A torcida que Lewis (Hamilton), Nico (Rosberg), Kimi (Raikkonen) ou querm quer que seja apertando ao limite no final da sessão", opinou.

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