Williams teme que demora para definir regras afete competitividade

A decisão da Federação Internacional de Automobilismo de adiar para o final de abril a definição sobre o regulamento técnico da temporada 2017 da Fórmula 1 pode aumentar a discrepância de desempenho entre as equipes e diminuir a competitividade, de acordo com Pat Symonds, o diretor-técnico da Williams.

Estadão Conteúdo

09 de março de 2016 | 10h22

Na avaliação do dirigente,a redução do tempo para a realização do projeto de um novo carro só favorecerá as principais equipes da Fórmula 1, que possuem mais recursos e até pessoal para realizar as alterações nos modelos dos carros para o campeonato de 2017. Assim, o desafio para as equipes menores apresentarem bom rendimento será maior.

"Se até 29 de fevereiro tivéssemos decidido quais eram as regras para 2017, então eu diria: 'Bem, é muito tarde, mas todo mundo tem tempo para fazê-lo'", explicou.

"Se vai sair em 1º de maio, então acho que isso dá uma vantagem muito grande para as grandes equipes. Eles têm recursos maiores tanto em termos de dinheiro como de mão de obra. Então estamos chegando a um ponto onde as regras não são as mesmas para todos. Ou os efeitos das regras não são os mesmos para todos", criticou o dirigente em entrevista ao site oficial da Fórmula 1.

A ideia básica para os carros de 2017 é de modificar as dimensões das asas dianteira e traseira, além do aumento da largura dos pneus. Mas, para Symonds, até que ocorra a definição e o detalhamento das regras no final de abril, ainda é difícil pensar como serão os novos bólidos.

"Nós temos um conjunto de regras - regras aerodinâmicas - sobre a mesa que estão OK, mas não muito mais do que isso", comentou Symonds. "Para ser honesto, é muito difícil neste momento dizer onde tudo vai acabar. Existem diferentes ideias sobre o que é necessário. Eu sempre expressei que não me importo quais são as regras, desde que elas sejam as mesmas para todos. Isso é o que importa", concluiu o diretor-técnico da Williams.

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