500 milhas: é o "carburation day"

Os 33 pilotos que irão disputar a 86ª edição das 500 Milhas de Indianápolis têm nesta quinta-feira a última atividade de pista antes da corrida de domingo. É o "carburation day??, treino de duas horas que serve para fazer os últimos acertos nos carros. Na teoria, pois na prática, muitos pilotos, principalmente aqueles que estão bem posicionados no grid e já conseguiram o acerto que consideram ideal para a corrida, não estão dando muita importância ao treino da tarde, no horário brasileiro. Eles temem que, ao tentar melhorar seus carros, acabem por estragá-los. "Não vamos fazer nada no carburation day. Vou colocar o carro na pista, ver se está tudo funcionando e recolher??, disse o brasileiro Tony Kanaan, da equipe MoNunn, quinto colocado no grid das 500 Milhas 2002. Ele é um dos que optaram por não correr riscos. Como Raul Boesel, o brasileiro da Menard que está na terceira posição na classificação e já revelou até quantas voltas pretende dar nesta quinta-feira: quatro. "O carro está muito bom, o que tinha de ser feito, já foi.? Felipe Giaffone, quarto no grid e companheiro de Kanaan na MoNunn, decidiu fazer testes aerodinâmicos, mas nem por isso vai ficar muito tempo na pista. "Vou andar com um pouco mais de asa e depois com um pouco menos. Isso já pensando na corrida. Assim, de acordo com as condições do clima e da pista no domingo, já saberemos o que fazer.?? Além de não quererem estragar o que está funcionando bem, os pilotos têm um outro forte motivo para não forçar o equipamento no "carburation day??. É que os motores que utilizarão nesta quinta-feira serão os mesmos da corrida, conforme determina o regulamento. E como os fabricantes dão "garantia?? de 500 milhas para cada propulsor - depois, precisam ir para a revisão - ninguém quer arriscar ter problemas durante as 250 voltas da prova de domingo. Vitória vale beijo - Kanaan, um piloto que adora apostas, desta vez decidiu fazer uma proposta com o dono de sua equipe, Morris Nunn: se ganhar as 500 Milhas quer receber um beijo do patrão assim que sair do carro. A proposta tem uma explicação. Morris detesta beijar, ou ser beijado, por homens em público. Perde o humor quando isso acontece. Só abriu uma exceção no ano passado, quando foi buscar Alessandro Zanardi no hospital, no dia em que o italiano recebeu alta após o acidente no GP da Alemanha em que perdeu as duas pernas. Naquele dia, saudou Zanardi com um beijo no rosto e ganhou um como agradecimento. "Desta vez, acho que ele não vai querer beijar ninguém??, disse Tony. "Mas já combinei com os mecânicos para segurá-lo. Se for o caso, beijo eu??, completou o piloto, que domingo vai usar na parte de cima do capacete um adesivo com o desenho da bandeira italiana, que lhe foi enviado por Zanardi.

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