500 Milhas: Gil é o melhor brasileiro

Gil de Ferran foi o segundo mais rápido, hoje, no Carburation Day, o treino de aquecimento para as 500 Milhas de Indianápolis. Gil é o melhor brasileiro do grid - largará na segunda fila com o quinto tempo - e se considera um rookie (estreante) já que em 95 envolveu-se em um acidente no início da prova e nem aprendeu bem as sutilezas do traçado. "Agora eu estou bem. Estou me sentindo em casa. A pista não é mais um mistério. E o carro está em ordem". O mais rápido das duas horas do treino de hoje foi Scott Sharp, exatamente o pole position da prova. Os pilotos, entretanto, andaram a maior parte do tempo e ficaram longe do tempo da pole. Sharp estabeleceu a pole para a 85ª 500 Milhas com o tempo de 363,693 km/h. Hoje, na melhor volta, o americano Sharp, com Dallara/Olds, cravou 359,897 km/h. A equipe Penske está toda envolvida com as 500 Milhas. Roger Penske comanda pessoalmente as operações, o acerto dos carros e a estratégia para seus dois pilotos, Gil de Ferran e Hélio Castro Neves. O que mudou foi o nome do patrocinador. Os carros vermelho e branco treinaram hoje com o logotipo da Mobil e não com o da Marlboro por causa de restrições da publicidade de cigarro. No ano passado, na F-1 em Indianápolis, os carros da Ferrari tiveram também que cobrir os logotipos da Marlboro. Os entusiastas do automobilismo norte-americano estão empolgados com a possibilidade de um grande duelo entre o campeão da Cart do ano passado, Gil de Ferran, e o campeão da Indy Racing League de 2000, Buddy Lazier. As 500 Milhas de Indianápolis fazem parte do campeonato da IRL mas, desde o ano passado, contam com equipes da Cart. No ano passado, o vencedor foi o colombiano Juan-Pablo Montoya que, em 99, tinha conquistado o título da Cart, defendendo a Chip Ganassi. A Chip voltou em 2001 e terá quatro pilotos na largada: os americanos Tony Stewart e Jimmy Vasser, o brasileiro Bruno Junqueira e o francês Nicolas Minassian. Já a Treadway poderá utilizar normalmente o logotipo dos cigarros Hollywood nos carros de Arie Luyendyk e Felipe Giaffone pois a marca não é comercializada nos EUA. Giaffone só teve contato hoje com o seu G-Force/Olds já que até o Bubble Day, domingo passado, era o carro reserva de Arie Luyendyk. "Felizmente deu para pegar a mão e conseguir um bom acerto. Vamos largar com mais pressão traseira, deixando o carro sair levemente de frente. Depois, nos pits iremos corrigindo o comportamento do carro", diz Giaffone. A equipe definiu que deverá utilizar 7 jogos de pneus para cada carro se forem até o final da prova. A estratégia prevê até nove pits durante as 500 milhas. Hoje, com sol forte, o público lotou alguns lances das arquibancadas de Indianápolis para assistir ao Carburation Day, uma competição de pit stops entre algumas equipes e lutar por autógrafos e fotos nos box. O trânsito, em volta da pista, estava infernal. Helinho Castro Neves, 7º no Carburation e 11º no gride largada, olhando o público, comentou: "Tudo o que você já viu de automobilismo passa para trás depois de andar em Indianápolis". Amanhã e sábado, a pista de Indianápolis estará fechada As equipes continuarão trabalhando nos box. Sábado haverá o tradicional desfile de pilotos pela cidade. Com os ingressos esgotados desde o ano passado, a corrida reunirá cerca de 500 mil pessoas, domingo. A possibilidade de chuva, entretanto, ameaça a corrida. Provas de automobilismo não são permitidas em circuitos ovais. Em caso de chuva, a prova terá que ser adiada para segunda-feira.Outros brasileiros no treino de hoje foram Bruno Junqueira (21º), Felipe Giaffone (22º) e Airton Daré (34º).

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