500 Milhas vira competição de nações

A disputa da 88ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, domingo, a corrida mais importante do calendário do automobilismo americano, está se transformando em uma competição de nações. Brasileiros, ingleses e americanos fazem um duelo a parte. Os cinco pilotos brasileiros estão seguros de que estão prontos para mais uma vitória. A prova será transmitida ao vivo pela Rede Bandeirantes e SporTV, a partir das 13h. "Os brasileiros são visto com muito respeito, hoje. Talvez mais até do que os próprios americanos", diz Hélio Castro Neves. Esta semana, os pilotos ingleses Dario Franchitti, Dan Wheldon, Darren Manning e Mark Taylor posaram atravessando a linha de tijolos que marca a chegada do circuito, imitando a célebre capa do LP ?Abbey Road?, dos Beatles. Como Paul McCartney, na capa do disco, Mark Taylor estava descalço. "Como os Beatles, nós também estamos prontos para conquistar a América", explicou Wheldon, que largará com o 2 º melhor tempo, na primeira fila. Os britânicos têm alguma tradição de vitórias em Indianápolis. Ganharam em 1946 com George Robson, em 65 com Jim Clark em 66 com Graham Hill. Mas Jackie Stewart e Nigel Mansell competiram e não conseguiram vencer. Com cinco vitórias - 2 de Émerson Fittipaldi, 2 de Hélio Castro Neves e 1 de Gil de Ferran - o Brasil é o país que tem mais vitórias em Indianápolis, depois dos EUA. Britânicos, franceses e italianos venceram três vezes mas apenas até a década de 60. "As outras vitórias foram mais esporádicas como a do sueco Kenny Brack em 99 ou as do holandês Arie Luyendyk em 90 e 97", diz Tony Kanaan, lembrando que o Brasil formou uma geração forte de pilotos. Este ano, o desafio dos brasileiros é superar os ingleses, principalmente Dan Wheldon que é o líder do campeonato da IRL e americanos como Buddy Rice, o pole position, Sam Hornish Jr, bicampeão da IRL. Outra ameaça é o neozelandês Scott Dixon, campeão da IRL em 2003. "Os americanos deverão vir com tudo. Eles não vencem em Indianápolis desde 1998 com o Eddie Cheever. Agora que conquistaram a pole devem ir bem. Mas não acho que o Buddy Rice tenha grandes chances", diz Kanaan. Segundo Helinho, além da disputa de países, as 500 Milhas marcarão também pelo confronto entre os Honda, que ficaram com as sete primeiras posições do grid, e os Toyota que conquistaram os dois primeiros lugares na corrida do ano passado. "Esta briga vai ser muito boa. E acho que os motores Chevy também poderão oferecer alguma surpresa na última hora", conclui. O único piloto brasileiro com Chevy é Felipe Giaffone, da equipe Dreyer & Reinbold Racing.

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