A nova Ferrari deixa Schumacher a pé

Desde que fez o seu primeiro teste, domingo em Fiorano, a nova Ferrari percorreu 727,4 quilômetros antes de apresentar a primeira quebra. Nesta quinta-feira, ao estrear no circuito de Mugello, a equipe teve de interromper o programa de desenvolvimento do modelo F2002, pilotado por Michael Schumacher, porque o novo câmbio, com caixa fundida em titânio, apresentou problemas. Já em Valência, na Espanha, o jovem Kimi Raikkonen, da McLaren, melhorou ainda mais a marca de Juan Pablo Montoya, da Williams, ao registar um novo recorde: 1min10s937 (84 voltas). Schumacher completou de domingo a quarta-feira, em Fiorano, 538,8 quilômetros, sem nenhuma pane no carro, sendo que um GP tem, em média, 305 quilômetros. Seu melhor tempo, 58s378, obtido terça-feira, é também o novo recorde para o traçado de 2.976 metros. Nesta quinta-feira, na 36ª volta (188,8 quilômetros) do teste em Mugello (5.245 metros), o F2002 parou no meio do circuito.A melhor marca do alemão até então havia sido 1min23s650. Terça-feira, com o carro do ano passado e o mesmo tipo de pneu Bridgestone usado por Schumacher nesta quinta-feira, Rubens Barrichello fez 1min22s220, enquanto o recorde de Mugello é do próprio Rubinho, de 19 de fevereiro de 2001, com 1min22s139. A elevada quilometragem acumulada antes da primeira pane no F2002, para uma transmissão que incorpora uma nova tecnologia, é um bom sinal para a equipe. Nesta sexta-feira a Ferrari volta a trabalhar em Mugello e apenas com Schumacher. Até o fim de semana ele deverá simular uma corrida, ou seja, três séries seguidas de 20 voltas. Em Valência, a McLaren já venceu o duelo com a Williams, os dois principais times da Michelin. Domingo, Montoya registrou com o Williams-BMW FW24 a marca de 1min10s977, o melhor tempo do circuito àquela altura. Mas nesta quinta-feira Raikkonen, com a McLaren-Mercedes MP4/17, chegou a 1min10s937, ou 40 centésimos de segundo melhor. As novas Williams e McLaren se apresentarão para a etapa de abertura da temporada, dia 3 de março em Melbourne, com pelo menos dez vez mais quilometragem que a Ferrari, caso os italianos corram mesmo com o F2002, como parece ser a sua opção. Slec - O alemão Leo Kirch, sócio majoritário na holding que detém os direitos de TV da Fórmula 1, vai vender parte da sua participação no negócio. Ele perdeu dinheiro ao adquirir os direitos de TV da Copa do Mundo de Futebol e não comercializá-los conforme o esperado. Para não "quebrar", Kirch tem de fazer dinheiro. Bernie Ecclestone teria lhe feito até uma oferta: US$ 720 milhões. Kirch investiu o dobro para comprar de Ecclestone a mesma participação na Slec.

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