Adversários já cumprimentam Sebastian Vettel pelo título

Segundo Fernando Alonso, da Ferrari, cabe apenas lutar para ver quem fica na segunda posição

Livio Oricchio, estadão.com.br

22 de setembro de 2011 | 19h45

CINGAPURA - Matematicamente, ainda é possível para quatro pilotos tirar o título de Sebastian Vettel, da Red Bull, líder do campeonato depois de 13 etapas, com 284 pontos: Fernando Alonso, Ferrari, 172, Jenson Button, McLaren, e Mark Webber, Red Bull, 167, e Lewis Hamilton, McLaren, 158. Mas a tarde de quinta-feira, no circuito Marina Bay, onde nesta sexta começam os treinos livres do GP de Cingapura, foi de cumprimentos ao "bicampeonato" do jovem alemão, 24 anos recém-completados.

"O campeonato acabou. Falta apenas a definição matemática. Cabe a nós lutar pelo vice e oferecer espetáculo para a torcida, já que sem o compromisso da luta pelo título podemos arriscar mais", afirmou Alonso.

Já Button, um crítico e vítima dos erros de Vettel, no ano passado, lembrou que o piloto da Red Bull, este ano, "ganhou uma autoconfiança impressionante". Nas 13 provas realizadas, chegou ao pódio em 12, sendo 8 vitórias, e na outra, justamente no seu país, Alemanha, terminou em quarto. "Tiro o meu chapéu para Sebastian. O que fez este ano é fantástico", comentou Hamilton.

Não há mais aquele espírito de disputa em jogo este ano. Ao menos quanto ao título. "Para nós pilotos, independente de termos ou não chance de sermos campeões, a vitória é o que interessa. Se você está disputando o título, pensa no campeonato. Mas fora da disputa, um resultado negativo é menos importante", explicou Massa, ao comentar sobre a motivação com o fim da luta, reforçando o que dissera Alonso.

A disparidade para o que conseguiu o companheiro de Red Bull, Webber, foi enorme este ano. O australiano não venceu um único GP diante de 8 de Vettel. "Parabéns, fez um trabalho melhor que o meu. Tive mais dificuldades que Sebastian para me adaptar aos pneus Pirelli no começo", explicou Webber.

E o próprio Vettel, o que diz diante da reação resignada em grupo da concorrência? Em resposta ao estadão.com.br, comentou: "Seria um erro pilotar com o freio de mão puxado e dizer ok, eu preciso apenas terminar a corrida". E complementou: "Por outro lado, seria também um erro largar e dizer eu preciso arriscar. Por isso penso que devo apenas correr".

O GP de Cingapura, domingo, será disputado em 61 voltas no traçado de 5.073 metros, com largada às 9 horas, de Brasília. Apesar de ser uma corrida noturna, o calor intenso, a umidade elevada, o asfalto ondulado e a ausência de áreas de escape a transformam, junto da etapa de Sepang, na Malásia, a de maior exigência física da temporada. "Nessas condições não é difícil você cometer um erro", disse Vettel.

Para ser campeão no domingo, Vettel precisa no mínimo estar entre os três primeiros e dependerá, ainda, da colocação de Alonso, Button, Webber e Hamilton.

 

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