Africanos contam prejuízos com cancelamento do rali Dacar

Perdas chegam à cifra de 2,7 milhões de euros de investimentos diretos e mais 900 mil euros de indiretos

06 de janeiro de 2008 | 10h43

O efeito dominó com o cancelamento da edição de 2008 do Rali Dacar por causa do temor de atentados terroristas já começou. Os prejuízos não serão somente dos organizadores do evento mas, principalmente, dos setores ligados ao turismo nas áreas onde passaria a caravana da competição. Serão produzidos efeitos importantes, sobretudo ligados à exploração dos complexos hoteleiros. Alguns vivem do rali e isto constitui para o setor um forte golpe", afirmou o secretário permanente do Sindicato de Indústria Hoteleira do Senegal (SIHS), Moustapha Kane.   Segundo o dirigente, o cancelamento foi "uma ingrata surpresa" que vai prejudicar diversos setores. "Economicamente, o Dacar origina ganhos importantes não somente para os hoteleiros como para os artesãos", ressalta Kane.   Mas nenhum país foi mais prejudicado com o cancelamento do Rali do que a Mauritânia, pivô da decisão, depois que quatro turistas franceses e três militares locais foram mortos em ações de supostas represálias à presença estrangeira na ex-colônia francesa, de maioria islâmica.   "Os investimentos do Estado na competição são insignificantes, mas no plano de promoção da Mauritânia como destino (turístico), as perdas são incalculáveis", disse um integrante do governo mauritano, que não quis se identificar.   Segundo ele, com o cancelamento do Rali, muitas reportagens de turismo sobre a Mauritânia deixarão de ser publicadas, o que será um grande prejuízo em termos de exposição da imagem.   "Para nós foi um duro golpe. As perdas chegam à cifra de 2,7 milhões de euros de investimentos diretos, mais 30% de efeitos indiretos", avalia Mohamed El-Moustapha, diretor de uma agência de viagens em Atar, na Mauritânia.

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