Vincent Thian/AP
Vincent Thian/AP

Ainda sem contrato novo com a Mercedes, Hamilton se diz 'relaxado'

Piloto britânico tem vínculo com a escuderia até o fim desta temporada

Estadão Conteúdo

14 Março 2018 | 18h26

Com quatro títulos mundiais de Fórmula 1 no currículo, incluindo o da última temporada, o britânico Lewis Hamilton segue sem um novo contrato com a Mercedes, mas não parece muito preocupado com isto. Pelo contrário. Ansioso pelo início do campeonato, no fim deste mês, ele garante não ter pressa em definir outro vínculo com a equipe alemã.

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"Começamos a conversar sobre isso no inverno. Não é realmente minha prioridade no momento", disse Hamilton, em evento de uma patrocinadora da Mercedes, nesta quarta-feira, em Turim, na Itália.

"Estou realmente super relaxado, não sinto pressão da equipe nem de mim mesmo. Quero continuar pilotando, então, terei de fazer um contrato em algum momento, mas definitivamente não vou fazer quando as pessoas quiserem que eu faça. Farei quando estiver pronto", completou o campeão mundial de 2017.

No mês passado, Hamilton havia dito que esperava ter a questão resolvida antes do início do campeonato, algo que, agora, ele considera improvável - o primeiro GP será disputado no dia 25 de março, em Melbourne, na Austrália.

As negociações pelo lado da Mercedes vêm sendo conduzidas pelo chefe da equipe, Toto Wolff. A expectativa é de que o novo acordo repita os moldes do que se encerra ao fim de 2018, ou seja, tenha ao menos três anos de duração. Porém, Hamilton, que está com 33 anos, ainda não sabe por quanto tempo mais estará nas pistas competindo.

"Não quero parar cedo, isso é certo, mas realmente não sei qual é o meu tempo. Eu poderia provavelmente ficar até os 40 anos se quisesse, mas não acho que eu vá fazer isso", afirmou o britânico. "Eu poderia ficar um ou dois anos a mais, mas eu terei o mesmo entusiasmo que tenho agora indo para outra temporada? Eu realmente não sei dizer", completou, em tom enigmático.

Hamilton hoje é a principal figura da Fórmula 1 e poderá fazer história nesta temporada, quando buscará ser o terceiro piloto em todos os tempos a conquistar cinco títulos mundiais na categoria - os únicos a obter este feito até hoje foram o argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão, e o alemão Michael Schumacher, com sete taças.

O britânico conquistou três das últimas quatro edições do Mundial (2014, 2015 e 2017), depois de ter faturado pela primeira vez o campeonato em 2008, ainda na McLaren. Se mantém certo mistério em relação ao futuro, não esconde o desejo de entrar logo no cockpit para acelerar em 2018.

"Eu realmente não gosto de treinar. Sou super competitivo e isso não mudará nunca. Mesmo quando tiver 80 anos, serei competitivo", falou o britânico, que diz não saber como será a sensação de alcançar outras marcas importantes na carreira.

"As pessoas sempre me perguntam o que significaria ganhar o terceiro, o quarto (títulos). Você simplesmente não faz ideia", ele disse, antes de completar, sorrindo: "É como dizer 'como você se sentiria se ganhasse na loteria?'. Tenho certeza de que você se sentiria bem, mas você não sabe realmente como vai se sentir. Provavelmente, se sentiria bem por um segundo e, então, seria sufocado por gente tentando roubar o seu dinheiro."

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