Benoit Tessler/Reuters
Benoit Tessler/Reuters

Para Alain Prost, rivalidade entre Verstappen e Hamilton vai além da sua com Ayrton Senna na F-1

Ex-piloto francês se diz 'ansioso' pela corrida final da Fórmula 1 na temporada e espera que o título seja decidido 'da melhor maneira'

Redação, Estadão Conteúdo

10 de dezembro de 2021 | 12h50

O título da temporada 2021 da Fórmula 1 será decidido neste domingo no GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o holandês Max Verstappen e o inglês Lewis Hamilton iguais na classificação geral com 369,5 pontos cada. Quem terminar na frente, na zona de pontuação, será o campeão e em caso de empate o campeão será o piloto da Red Bull, que tem uma vitória a mais no ano (9 a 8).

Com isso, o ex-piloto francês Alain Prost, que protagonizou rivalidade semelhante com Ayrton Senna na segunda metade dos anos 1980, deseja uma final que termine da "melhor maneira possível", já que nessa hora de decisão muitos pensam nos confrontos decisivos dos anos 1989 e 1990 entre ele e o brasileiro, ambos companheiros na McLaren.

Com Hamilton e Verstappen empatados, a hipótese de uma colisão proposital para decidir o vencedor veio à mente dos fãs de Fórmula 1, que no passaram viram cenas semelhantes acontecerem nas disputas entre Prost e Senna. Em entrevista à TV francesa Canal+, o francês afirmou estar ansioso com a situação do campeonato, mas espera que tudo acabe bem.

"Fabuloso até agora, com pequenas peculiaridades, momentos um pouco polêmicos, mas não dá para ter uma disputa tão acirrado sem um pouco disso. No entanto, não precisa terminar mal. Um deles será um supercampeão mundial e os times também, com tudo o que mostraram este ano. São duas equipes de ponta (Mercedes e Red Bull), no topo da lista", disse.

Para o tetracampeão mundial de Fórmula 1, o que aconteceu em Jeddah, no último domingo, no GP da Arábia Saudita, junto a uma temporada marcada por vários confrontos e manobras questionáveis, tende a demonstrar que a intensidade do duelo Verstappen x Hamilton vai além de seu confronto com Senna.

"Quando eu vi a corrida no domingo, queria deixar uma mensagem de que, com Ayrton, eu diria: 'Veja, Ayrton, éramos apenas crianças comparado a isso' porque uma coisa absolutamente incrível está acontecendo, então vamos tentar vivê-la bem e da melhor maneira possível até o fim", completou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.