Alexandre Barros lamenta o resultado

Após terminar na 12ª posição do RioGP de Motovelocidade - vencido pelo italiano Valentino Rossi, neste sábado, em Jacarepaguá -, o brasileiro Alexandre Barros só tem motivos para querer esquecer a etapa brasileira deste ano. Além de pilotar sendo obrigado a suportar as dores no ombro direito, andou sempre no pelotão intermediário e ainda amargou seu pior resultado nas últimas sete edições da prova carioca."Não é hora de pensar no passado. Não gosto de ficar lembrando coisas que passaram", disse Alex Barros, que tem 32 anos e é atualmente o piloto mais experiente na categoria MotoGP, há 18 anos competindo no Mundial. "O objetivo agora é o de melhorar a moto para as próximas corridas já pensando em 2004."Antes, ele fez questão de agradecer ao bom público que foi a Jacarepaguá neste sábado, apesar do forte calor no Rio - segundo a organização, foram 50.326 torcedores. "Agradeço ao público que compareceu e mais uma vez me deuforças. Lamento tê-los desapontado", afirmou Alex Barros. Para a 13ª etapa, dia 5 de outubro, na pista japonesa de Motegi, o brasileiro disse esperar que a Yamaha cumpra com a promessa e lhe forneça novas peças para tornar a moto mais competitiva. O piloto aproveitou a etapa carioca para fazer várias críticas à fábrica. Disse que a Yamanha, apesar de toda a estrutura que possui, não conseguiu acompanhar o desempenho das concorrentes, como Honda e Ducati.E a ausência de evolução técnica é o que mais o tem frustrado. Ao deixar a Honda Pons, no ano passado, para trabalhar como piloto principal da Yamaha, Alex Barros tinha a esperança de finalmente ter conseguido um equipamento capaz de disputar o título mundial. Mas, antes mesmo de começar a primeira prova de 2003, os problemas começaram a surgir."A nossa pré-temporada foi fantástica. Éramos eu, o Valentino (Rossi, da Repsol Honda) e o (Max) Biaggi (da Camel Pramac Pons) disputando os melhores tempos", recordou Alex Barros. "Estava tudo certo até eu me machucar três horas antes do GP do Japão (em Suzuka, quando caiu e se contundiu no joelho esquerdo)." Após os problemas com o acerto da moto, surgiram as dificuldades físicas para Alex Barros. A pior foi uma tendinite no ombro direito, que passou a limitar seus movimentos. O piloto tem sofrido sucessivas aplicações de injeções analgésicas para poder suportar as dores e continuar competindo até o final do ano, quando realizará uma cirurgia no local."A pista do Rio não exigiu tanto do meu ombro. Já em Motegi vai ser bem pior ", avaliou Alex Barros. "Mas vou até o final. Isso só está servindo para aumentar minha resistência. Depois realizarei a cirurgia e tirararei umas férias. O que não faço há muito tempo."

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