José Patrício/ESTADÃO
José Patrício/ESTADÃO

Alonso diz estar 'satisfeito' por ter lutado até o fim

Vice-campeão, espanhol fica três pontos atrás de Vettel

VALÉRIA ZUKERAN, Agência Estado

25 de novembro de 2012 | 18h25

SÃO PAULO - O vice-campeonato no Mundial de Pilotos da Fórmula 1 provocou sentimentos diferentes para o espanhol Fernando Alonso. Logo após a corrida deste domingo, em Interlagos, seu rosto estampava a frustração por perder o título por apenas três pontos para o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull. Mas, algum tempo depois, ele tinha um discurso de orgulho - pessoal e pela equipe Ferrari - por ter se mantido até o fim na luta para ser campeão.

"Não tínhamos o carro mais rápido, então foi um milagre estar na disputa (pelo título até o final)", afirmou Alonso. Segundo o espanhol, isso só aconteceu porque ele e a equipe seguiram etapa após etapa sem cometer erros, inclusive no GP do Brasil, neste domingo, quando terminou em segundo lugar, atrás apenas do inglês Jenson Button (McLaren) - Vettel conseguiu a sexta posição em Interlagos, o que foi suficiente para ser o campeão.

Alonso, que no pódio de Interlagos foi consolado pelo ex-piloto brasileiro Nelson Piquet, disse que a equipe o avisou dos problemas de Vettel no início da corrida - o alemão bateu e caiu para o último lugar. "Era mais um motivo para me ficar calmo e me manter na pista", contou o espanhol, ressaltando que, apesar da situação adversa, sabia que o rival poderia se recuperar ao longo da prova (o que acabou acontecendo).

Ao mesmo tempo, o clima intermitente em Interlagos, com alternância de pista seca e molhada, fazia ser um desafio manter-se sem cometer erros a cada volta. Assim, a segunda colocação no GP do Brasil pode ser comemorada como um bom resultado. O título, porém, não veio. "Mas sinto-me satisfeito", garantiu Alonso. Segundo ele, foi possível manter-se competitivo até a última corrida porque pôde confiar no trabalho de todos na Ferrari.

Alonso também afirmou que espera que a Ferrari não passe novamente os apuros deste ano, quando ficou atrás não só de rivais tradicionais como a Red Bull e a McLaren, mas também de equipes teoricamente do segundo pelotão, como a Williams e a Force India. "É o que precisaremos melhorar para o ano que vem", afirmou o espanhol, que, como sempre, manteve a inabalável confiança. "Voltaremos igual, porque será mais difícil voltar mais forte em 2013."

Tudo o que sabemos sobre:
Fórmula 1GP do BrasilAlonso

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.