Kai Försterling/EFE
Kai Försterling/EFE

Alonso diz participar das decisões de piloto na Ferrari

Entre os rumores da ida de Sebastian Vettel para a equipe italiana, espanhol disse ter 'conversas abertas' com a diretoria

Lívio Oricchio,

21 de junho de 2012 | 19h08

VALÊNCIA - O GP da Europa representa ainda o oitavo de uma temporada que terá 20 etapas, mas o assunto forte já é quem será o companheiro de Fernando Alonso na Ferrari, no ano que vem e até em 2015. Os treinos livres começam nesta sexta-feira. A temperatura variou, ontem, entre 33 e 36 graus. Está muito quente mesmo em Valência, na Espanha.

Sebastian Vettel, bicampeão do mundo, da Red Bull, como era de se esperar, teve de responder várias vezes, ontem, o que pensava de o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, afirmar que poderia ser o parceiro de Alonso. “Sinto-me orgulhoso. Há sempre algum rumor no paddock. Antes de Mônaco era Mark (Webber) que iria para a Ferrari, vocês (jornalistas) sempre encontram algo para explorar.” O alemão tem contrato com a Red Bull até o fim de 2014.

Com Lewis Hamilton, da McLaren, líder do campeonato, ao seu lado, Alonso confirmou não ver nenhum problema em ter Vettel ao seu lado na mesma escuderia. “Por que teria?” Em 2007, o espanhol quase conquistou o título, mas viveu um inferno na McLaren, tantas foram os desgastes com seus integrantes e o talento piloto inglês, a quem acusou de usar seu acerto do carro para vencê-lo, dentre outras coisas.

Felipe Massa, da mesma forma, foi indagado em vários idiomas a respeito. Em especial porque Alonso declarou, na coletiva da FIA, que participa do processo de definição do outro piloto. “No passado nunca. Agora, na Ferrari, sim. Estou na Itália toda semana, às vezes vejo nosso presidente (Luca di Montezemolo), falo com ele, Domenicali, sobre o desenvolvimento do carro, o futuro da Fórmula 1 e também sobre companheiros de equipe.” Mas foi claro na resposta à pergunta se seria ouvido se dissesse desejo este ou aquele. “Duvido. Nossas conversas são bem abertas, mas no fim a decisão é deles.”

Ao conhecer as declarações de Alonso, Massa comentou: “Fernando é muito respeitado dentro da Ferrari pelos resultados que obteve, é natural participar da decisão dos pilotos. Temos boa relação, sei que ele empurra para o meu lado, mas o que vai importar é resultado”, disse. “É isso que vai fazer com que a Ferrari renove comigo ou eu vá para outro time.” Não respondeu se tem já contato com outra escuderia. “Minha melhor opção, agora, é resultado.” Mas confirma o que declarou à imprensa alemã: “Se tiver de correr numa equipe pequena vou fazer outra coisa”. A Sauber é pequena? “Média”. Poderia ser uma porta.

Apesar do erro no GP do Canadá, ainda na quinta volta, “que me custou lutar pelo pódio”, afirmou ontem, Massa pensa viver outra realidade se comparada às dificuldades das provas iniciais. Foi incisivo na entrevista em inglês: “Muitos pilotos têm chance de se tornar o oitavo vencedor da temporada. E eu me colocaria dentre eles.” Para a sequência da carreira na Ferrari uma vitória praticamente lhe garantiria a vaga.

O discurso de Bruno Senna, da Williams, quanto ao seu futuro na Fórmula 1, foi o mesmo do de Massa, ontem: “Vai depender de eu ter bons desempenhos. Não dá para pensar em 2013 se eu não tiver boas performances.” Bruno também tem contrato apenas até o fim do ano. É preciso fazer mais que o único ponto somado nas últimas quatro etapas.

Para um bom resultado domingo, Massa e Bruno têm preferencialmente de começar nesta sexta-feira, nas duas sessões livres, das 5 às 6h30, e das 9 às 10h30, horários de Brasília, a mostrar bom ritmo.

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