Alonso diz ter apenas 30% de chances de vencer

Espanhol diz estar preparado para, por exemplo, largar em sétimo ou oitavo na abertura da F-1, na Austrália

Ansa

27 de fevereiro de 2008 | 12h18

O piloto espanhol Fernando Alonso atribuiu um 10 à sua moral, um 7 a seu otimismo, mas reconheceu que possui apenas 30% de chance de vencer o Mundial de Fórmula 1, que começa no próximo dia 16 de março em Melbourne, na Austrália.Alonso, que se classificou nos testes de terça-feira no circuito de Barcelona na 13.ª posição, muito distante da Ferrari e da McLaren, concedeu ontem uma longa entrevista à rádio Cadena Ser, reconhecendo que, mesmo com as melhorias na aerodinâmica, sua R28 não consegue "decolar".O bicampeão não excluiu a luta pelo título, mas sustentou que suas chances são remotas, "30 em 100". "De zero a dez me dou um sete em otimismo. Não é que queira preparar as pessoas para o pior, mas gosto de responder sempre com sinceridade. Dizer que deveremos ficar entre o sétimo e o décimo lugar na largada em Melbourne não é dar uma mensagem nem ser pessimista, pois é certo que nos falta alguma coisa para lutar pelo pódio. Isto se mede em quatro ou cinco décimos por volta e com este handicap é impossível se qualificar entre os cinco melhores", explicou Alonso. Mesmo com as dificuldades, Alonso assegura não se arrepender de ter saído da McLaren. "Não me arrependo de tê-la deixado. Quando assinei com a Renault sabia que era um time que no Brasil havia terminado com quase dois segundos da equipe em primeiro. Com esta diferença, sabia que era muito complicado ter um carro vencedor na primeira corrida da nova temporada. O fato é que foram alimentadas muitas expectativas. Foi dito que a escuderia de um ano pra cá estava trabalhando para que o novo carro fosse como aquele de 2005 e 2006, mas eu sabia que no início seria difícil", continuou o piloto.TUDO EM PAZAlonso disse ainda considerar o brasileiro Nelsinho Piquet um "grande companheiro que não tem absolutamente nada a ver com Lewis Hamilton", com quem teve uma péssima relação no ano passado como companheiro de equipe na McLaren. "Há cordialidade e harmonia entre nós e tudo é favorável, pois as coisas ruins que li sobre seu pai Nelson se revelaram totalmente falsas, nem sequer vem às provas para acompanhar o filho", declarou Alonso. 

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