Alonso explica desastre da Renault

Se hoje, surpreendentemente, tudo deu certo para Kimi Raikkonen, da McLaren, para o líder do campeonato, Fernando Alonso, da Renault, as coisas foram bem diferentes, pela primeira vez no ano. Na classificação, ficou apenas em 6.º e na corrida acabou sendo tocado por Ralf Schumacher, Toyota, na primeira curva depois da largada, comprometendo as demais 69 voltas. Foi 11.º. "Estava mais pesado, faria apenas dois pit stops", justificou o resultado de sábado. Já quanto a Ralf, o criticou: "Ele vinha jogando o carro para lá e para cá, próximo à freada. Ficamos lado a lado e ele foi me espremendo. Coloquei as duas rodas do lado direito sobre a grama e ainda assim ele destruiu meu aerofólio dianteiro." Não parecia estar com raiva. "Lamento porque ainda que nosso ritmo não fosse como em outras provas, chegaríamos bem no fim." Por correr, no início, nas últimas colocações, em razão de ter parado nos boxes para troca do aerofólio, Alonso comentou saber que não somaria pontos. "Permaneci na corrida porque senão seria o primeiro a sair para a classificação no GP da Turquia e minhas chances de obter boa colocação no grid seriam mínimas." A não ser na etapa de Indianápolis, em que não participou, juntos dos demais times da Michelin, Alonso só não havia marcado pontos no Canadá, quando errou e bateu no guard-rail. Sua vantagem para Raikkonen na classificação ainda é muito boa, 26 pontos (87 a 61). O desastre da Renault em Hungaroring foi total porque o inconstante Giancarlo Fisichella errou na primeira curva. Mais: seu carro teve um problema de perda de pressão de gasolina que o obrigou a um pit stop extra, a 2 voltas da bandeirada. Acabou 9.º.Flavio Briatore, diretor da equipe francesa, afirmou: "Uma hora tinha de acontecer conosco", referindo-se à quebra da impressionante regularidade da sua organização.

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