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Alonso: foi a realização de um sonho

GP da Hungria, 61.ª volta de um total de 70: os comissários de pista acionam freneticamente a bandeira azul, a mesma cor da bandeira da região de Astúrias, na Espanha, bem como a cor oficial da equipe Renault. Ela serve para informar ninguém menos de Michael Schumacher, da Ferrari, apenas o oitavo colocado, que o austuriano Fernando Alonso, da Renault, líder da competição, prepara-se para lhe impor uma volta de vantagem. O alemão deve facilitar a ultrapassagem. Boa parte do público nas arquibancadas e até na sala de imprensa celebra com entusiasmo o acontecimento. Histórico. Foi nessa dimensão de talento e competência que Alonso, o sucessor de campeões como o próprio Schumacher, expôs-se hoje no circuito Hungaroring, para vencer a 13.ª etapa do Mundial. "Já havia dito isso antes, mas cada conquista supera a outra. Hoje é o dia mais feliz da minha vida", afirmou o menino Alonso, conforme atesta sua declaração despretensiosa, inocente até, contrastante com o universo malicioso da Fórmula 1: "Prometi a minha avó (Luiza, residente em Oviedo) que ganharia a corrida e cumpri. Tenho apenas 22 anos, é a realização de um sonho." Ele não sabia até então: tornou-se o mais jovem piloto a vencer uma etapa do Mundial, com 22 anos e 26 dias, diante de 22 anos e 104 dias do neozelandês Bruce McLaren, no GP dos EUA de 1959, fora outros recordes: primeiro espanhol a ganhar na Fórmula 1, primeiro não francês a conseguir uma vitória com Renault (antes foram apenas Jean-Pierre Jabouille, René Arnoux e Alain Prost), e o primeiro com um carro da escuderia desde seu retorno ao campeonato, ano passado. "Ainda não me conscientizei do que fiz, talvez amanhã." Alonso foi o oitavo piloto distinto a vencer este ano, algo que ocorreu, até a 13.ª etapa, apenas em 1982. E o Mundial pegou fogo de vez. Outro campeão em potencial, Kimi Raikkonen, da McLaren, classificou-se em segundo, depois de largar em sétimo num traçado onde é difícil ultrapassar, e Juan Pablo Montoya, Williams, em sua atropelada desenfreada, terceiro - os três constituíram o pódio mais jovem de todos os tempos na Fórmula 1, média de 24 anos, 7 meses e 12 dias. A luta pelo título nas três provas que restam, Monza dia 14, Indianápolis 28 e Suzuka, 12 de outubro, será roda a roda, curva a curva. Schumacher soma 72 pontos, Montoya, 71 e Raikkonen, 70, embora sete pilotos tenham ainda chances matemáticas de serem campeões. Hoje a Bridgestone levou a maior surra desde a sua estréia na Fórmula 1, em 1997. Os sete primeiros colocados utilizavam pneus Michelin, que sob o calor de 31 graus fizeram a diferença de novo. Diante do momento técnico bem mais favorável da marca francesa, ficou difícil para Schumacher e a Ferrari, time da Bridgestone, vencerem pela quarta vez seguida o Mundial de Pilotos e a quinta o de Construtores. Hoje a Williams deixou a Ferrari para trás, 129 a 121, e até a McLaren, com o carro básico do ano passado, já ameaça os italianos, com 115 pontos. O diretor-técnico da Bridgestone, Hisao Suganuma, disse hoje que a proibição de testar em curso desde o GP da Grã-Bretanha, dia 20 de julho, não permitiu à empresa experimentar inúmeras novidades. Elas serão testadas pelos quatro pilotos da Ferrari entre os dias 2 e 5 em Monza, no teste coletivo da Fórmula 1. É a última chance de os japoneses reduzirem a diferença de desempenho entre os seus pneus e os da Michelin, motivo principal da guinada no rumo do Mundial. Rubens Barrichello abandonou ainda na 19.ª volta em razão da quebra do triângulo superior da suspensão traseira da sua Ferrari, causando-lhe um acidente que poderia ser sério, e n da Matta, Toyota, foi 11.º, depois de largar dos boxes.

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