Alonso não quer falar em título agora

Apesar da grande vantagem que possui na classificação do campeonato, o espanhol Fernando Alonso, da Renault, afirmou bem claro, nesta segunda-feira: "Pensar em título quando se está, ainda, na metade da temporada é suicídio." Depois da vitória domingo no GP da França, em Magny-Cours, o piloto da Renault soma 69 pontos diante de 45 de Kimi Raikkonen, da McLaren, segundo na prova e no Mundial."Vamos esperar até faltar três ou quatro etapas, pegar uma calculadora e então ver o que será preciso para ser campeão", disse. O GP da França foi o décimo do calendário, programado com 19 corridas este ano. Alonso lembrou, nesta segunda-feira, que Kimi Raikkonen é um adversário bastante difícil. "No cronômetro a McLaren era mais rápida que nós em Magny Cours. Se Kimi não tivesse perdido as dez posições no grid as coisas teriam sido mais complicadas para mim." O finlandês teve de trocar o motor e caiu de terceiro para 13º no grid e mesmo assim recebeu a bandeirada em segundo. O espanhol da Renault reconheceu também que Kimi foi muito rápido na classificação, apesar de estar com mais gasolina no tanque. A McLaren optou por dois pit stops enquanto a Renault fez três. Sua projeção para a etapa de Silverstone, domingo, não é das melhores: "Um pódio e já estarei contente. Nunca fomos muito bem lá." Virou a sua marca registrada: a cada vitória Alonso expõe a mão para fora do cockpit, depois da bandeirada, enumerando com os dedos o número da sua conquista. O problema é que há apenas cinco dedos em cada mão e na França ele obteve a quinta vitória do ano. "Logo a seguir à linha de chegada as pistas são retas, assim poderei tirar as duas mãos do volante quando conseguir minha sexta vitória." Raikkonen já não depende apenas de si para ser campeão. Terá de contar com algumas desistências ou más colocações de Alonso.O presidente da FIA, Max Mosley, hoje inimigo número 1 dos diretores das equipes que correm com pneu Michelin, divulgou, nesta segunda, que o Conselho Mundial da entidade aprovou o pacote apresentado por ele mês passado para o campeonato de 2008. O conjunto de regras proposto é uma volta à Fórmula 1 dos anos 70. Os representantes dos times têm até dia 1.º de agosto para aprovar, reprovar e modificar as propostas da FIA.Mosley quer: caixa central de gerenciamento eletrônico única, distribuída pela entidade, câmbio manual e freios padrão, apenas um fornecedor de pneus, limitação de testes significativa, 30 mil quilômetros e não 48 mil, como hoje, e livre comércio entre as equipes de seus chassis.

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