Alonso reconhece erro no GP do Brasil

O acidente do espanhol Fernando Alonso, piloto da Renault, no GP Brasil de Fórmula 1, no domingo, foi o mais chocante, principalmente porque o piloto acabou sendo levado de Interlagos de helicóptero. Ficou em observação no Hospital São Luiz até a manhã desta segunda-feira à tarde, antes de embarcar para Madri, contou que sentia algumas dores, mas que deve participar do próximo GP, em Ímola, no dia 20. "Ele passou uma noite tranqüila. Depois de examiná-lo hoje pela manhã, lhe dei alta", afirmou nesta segunda-feira Dino Altmann, do São Luiz, diretor-médico do GP Brasil de F-1.Com o braço esquerdo imobilizado e muito inchado, além de marcas nas pernas e cortes na mão direita, nos joelhos e nos pés, Alonso embarcou direto para a casa dos pais, em Oviedo, onde ficará em recuperação no próximos quatro dias, pelo menos. "O piloto está com hematomas no cotovelo, na coxa e no joelho esquerdos. Está tomando anti-inflamatório e ?fazendo gelo? nos locais atingidos", disse Altmann.Sobre o acidente, o espanhol admitiu que errou: "Vi as bandeiras amarelas e o painel de que o safety car entraria na pista, mas achei que aquele acidente tinha acontecido atrás de mim - e não adiante. Mesmo porque naquele ponto eu não conseguia ver nada na frente. Era um ponto cego."Fernando Alonso mostrou que, apesar de bom piloto, ainda tem de aprender a lidar com a inexperiência. "Fiquei ansioso. Quando vi que o safety car entraria na pista, pensei em acelerar para grudar no Giancarlo Fisichella e no Kimi Raikkonen. Assim que a corrida voltasse ao normal, eu os ultrapassaria. Estava confiante e meu carro estava ótimo. Dava para vencer", afirmou. "Nem vi o Mark Webber na minha frente. Por isso, pensei que o acidente havia sido com o Ralf Schumacher, atrás de mim. Só que, acho, o Ralf acabou entrando nos boxes."Abuso - A confiança do piloto cresceu durante a corrida, após a entrada do safety car pela segunda vez na pista, na volta 19. "Fui para os boxes porque estava com pneus para pista seca - esse foi o motivo de ter começado tão lento. Depois que troquei os pneus, ganhei várias posições e senti o carro ótimo, equilibrado. Sentia que dava para vencer a prova", assinalou.Afoito, Alonso bateu em um pneu do carro de Mark Webber no meio da pista, perdeu o controle do carro e chocou-se de bico com a barreira dos pneus. O carro rodopiou e bateu de lado na mureta de concreto. "Não tive nem tempo de tirar o pé do acelerador, foi muito rápido."O piloto espanhol, terceiro colocado com 14 pontos, elogiou o HANS (suporte do capacete que fica apoiado no tronco): "Fez o trabalho dele. Na primeira batida, nos pneus, meu pescoço ainda estava firme. Depois, na segunda batida, achei que o HANS foi essencial - não conseguia manter o pescoço firme. Quando parei de vez, pensei em sair logo do carro porque sabia que outros poderiam vir e baterem no meu. Quando me levantei, senti muita dor na perna, mas consegui sair do carro e só pude esperar o médico."Pat Simmons, engenheiro da Renault, ressaltou que tentou avisar Alonso do acidente, mas não sabe nem se foi antes ou depois do choque. Quando tentava falar com o piloto, olhou para o monitor e o acidente já havia acontecido.

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