Alto custo pode afastar equipes da F-1, diz ex-presidente da FIA

Alto custo pode afastar equipes da F-1, diz ex-presidente da FIA

Max Mosley, pioneiro em sugerir teto orçamentário da categoria, usa exemplo de Marussia e Caterham para alertar contra desequilíbrio

Estadão Conteúdo

28 de outubro de 2014 | 11h50

A Fórmula 1 poderá sofrer novas baixas em seu grid, a exemplo das ausências da Marussia e da Caterham no GP dos Estados Unidos, se não reduzir rapidamente os seus custos. O alerta é do britânico Max Mosley, ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

"Não é mais uma competição justa", disse o ex-dirigente, em entrevista à rádio BBC. "O grande problema é que as grandes equipes têm muito mais dinheiro que as outras, como a Caterham e a Marussia. No final das contas, eles [times nanicos] serão forçados a deixar a categoria. E eles podem não ser os últimos a sair."

Presidente da FIA entre 1993 e 2009, Mosley foi um dos pioneiros a sugerir um teto orçamentário na categoria, com o objetivo de reduzir os custos e nivelar os gastos das equipes. A ideia, contudo, não vingou em seus últimos momentos como dirigente. Para piorar, a mudança no regulamento técnico, com a entrada dos novos motores V6, aumentou ainda mais o gasto dos times.

Para tentar reequilibrar o jogo, o ex-presidente da FIA sugere dividir de forma igual o dinheiro arrecadado pela categoria e liberar toda forma de patrocínio às equipes. "Do ponto de vista esportivo, a F1 deveria dividir o dinheiro igualitariamente e aí deixar que cada um obtenha o patrocínio que puder", afirmou.

"Um time como a Ferrari sempre terá maior patrocínio que a Marussia, mas se eles receberem a mesma quantia de dinheiro, então todos vão começar do mesmo ponto, principalmente se você tiver um teto, no qual limita a quantidade de dinheiro que as equipes podem gastar", comentou.

Marussia e Caterham anunciaram nos últimos dias que não terão condições de competir em Austin, no fim de semana. Em dificuldades financeiras, as equipes foram colocadas sob administração judicial e os novos diretores optaram por concentrar as atenções na busca por soluções nos próximos dias, ao invés de se deslocar até os Estados Unidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.