Yuri Kochetkov/Pool Photo via AP
Yuri Kochetkov/Pool Photo via AP

Amigo de Neymar, Lewis Hamilton se diz fã da seleção brasileira e dos surfistas Italo e Medina

Piloto britânico, que tem Ayrton Senna como maior ídolo, afirma que se sente em casa quando viaja para o Brasil

Felipe Rosa Mendes, Estadão conteúdo

10 de novembro de 2021 | 17h53

Acostumado a ser bem recebido pelos fãs brasileiros, Lewis Hamilton afirmou nesta quarta-feira que se sente em casa no Brasil. O piloto britânico disse até estar ansioso para ver o jogo da seleção brasileira contra a Colômbia, na quinta, pelas Eliminatórias da Copa. E não somente para ver o amigo Neymar em campo. O heptacampeão mundial revelou estar cada vez mais identificado com o Brasil e prometeu que, ao largar as pistas no futuro, pretende passar mais tempo no país.

"Cheguei aqui hoje de manhã. Tenho muito carinho pelo país. É como se fosse o meu lar. Eu gostaria de passar mais tempo aqui. Já fui convidado para passar o Natal aqui. O Brasil tem regiões lindas que eu ainda preciso conhecer. Preciso reservar um tempo para isso. Quando eu parar de correr, quero passar mais tempo no Brasil, no Rio de Janeiro, por exemplo", comentou.

A relação do piloto com o Brasil começou com o automobilismo. Hamilton sempre reitera que seu maior ídolo é Ayrton Senna. Mas a ligação com o País se estendeu até o futebol. "Cresci jogando jogo de computador, de futebol. Escolhia o time do Brasil, adorava a cor da seleção, a cor amarela, era parecida com a cor do meu capacete de corrida", disse o britânico, lembrando as cores que o tricampeão Senna usava em seu próprio capacete.

A ligação de Hamilton com o futebol hoje em dia extrapolou o videogame. O piloto é amigo próximo do principal jogador da seleção. "Tenho muito contato com Neymar. Eu estava falando com ele hoje inclusive. Sei que vai jogar amanhã. Quero ver muito ver o jogo", revelou, referindo-se à partida contra a Colômbia.

Se era admirador do futebol nacional, agora Hamilton virou fã também do surfe brasileiro. "Os jogadores brasileiros são impressionantes, tem sempre jogadores talentosos saindo do País. Mas sei que vocês também têm surfistas incríveis aqui, como o Italo Ferreira e o Gabriel Medina. Adoro ver as performances deles também", comentou, ao citar o campeão olímpico e tricampeão mundial.

Foi no Brasil, em 2008, que o piloto da Mercedes conquistou o primeiro dos seus sete títulos mundiais na Fórmula 1. Prestes a disputar mais um GP em São Paulo, no domingo, Hamilton lembrou daquela suada corrida, que lhe garantiu o troféu da temporada somente na última curva - o brasileiro Felipe Massa acabou ficando com o vice-campeonato.

"Hoje mesmo eu vi nas redes sociais um replay daquela parte final da corrida. Consegui reviver aquele momento", afirmou. "Claro que de lá para cá houve uma evolução. Eu tinha 23 anos, era muito jovem. Não acho que desfrutei muito tanto quanto gostaria. Mas, agora com 36, estou muito mais maduro. Estou muito mais consciente do meu ambiente, me conheço muito mais, sei bem quais são os meus valores e as minhas lutas. No final das contas, dentro de mim ainda tem aquele piloto agressivo ambicioso. É uma versão diferente daquele Lewis."

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