André Azevedo chega em 2º na etapa de hoje

Sob um calor de 50º, a Nissan, que vem tendo um desempenho abaixo das expectativas, surpreendeu e dominou as três primeiras posições, na categoria carros, na 13ª etapa do Rali Paris-Dacar, hoje. Já os brasileiros André Azevedo, no caminhão, Klever Kolberg e Lourival Roldan, nos carros, além de Jean Azevedo, na moto, mantiveram a constância de resultados na competição e terminaram o percurso de 478 Km, entre Bamako e Alyoûn Atroûs, em 2º, 13º e 14º, respectivamente. Os vencedores da etapa de hoje, o piloto escocês Colin Mc Rae (ex-campeão Mundial de Rali) e a navegadora sueca Tina Thorner são bons exemplos dos problemas que a Nissan está enfrentando no Paris/Dacar. Ambos competidores, assim como seus companheiros de equipe, os finlandeses Ari Vatanen (tetracampeão do Paris-Dacar) e Juha Repo se perderam no deserto da Mauritânia, durante a 9ª etapa, e quase foram desclassificados da disputa, por terem estourado o tempo concedido pela organização para o trecho ser percorrido. Após Mac Rae e Thorner, cruzaram a linha de chegada o piloto sul-africano Giniel De Villiers e o navegador francês François Jordaan, seguidos por Vatanen e Repo. Kolberg e Roldan terminaram na 13ª posição e mantiveram o 9º lugar na tabela de classificação Geral, que é liderada pelos franceses Stéphane Peterhansel e Jean Paul Cottret (Mitsubishi). "Não foi fácil ficar dentro do carro, de macacão e capacete, com essa temperatura durante seis horas e meia contra o relógio", afirmou Kolberg ao falar sob o forte calor de 50º. "Abria a janela para entrar vento, mas o ar estava mais quente ainda." No trajeto até Ayoûn El Atroûs os pilotos encontraram várias bifurcações na estrada, o que fez com que competidores errassem o caminho e se complicassem na tabela de classificação. Mas, para os brasileiros Jean Azevedo e André Azevedo, o percurso não os impediu de permanecerem na 14ª e 2ª colocação na classificação Geral das motos e caminhões, respectivamente. A etapa de amanhã entre as cidades de Ayoûn El Atroûs e Tidjikja, ambas na Mauritânia, é considerada uma das mais belas do rali. Mas, para percorrerem os 548 Km de trecho cronometrado, os pilotos enfrentarão mais uma dificuldade. Como prevê o regulamento do Paris-Dacar, não será permitido o auxílio dos mecânicos nesta fase. Se houver algum problema nos veículos, os próprios competidores terão que resolvê-lo.

Agencia Estado,

14 de janeiro de 2004 | 18h27

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