Evaristo Sá/AFP
Evaristo Sá/AFP

Antes criticado, 'S do Senna' vira maior atração do GP do Brasil

Etapa da Fórmula 1 tem nas duas primeiras curvas o principal ponto de ultrapassagens do circuito

Wilson Baldini Jr., O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2018 | 05h00

Reformulado em 1990, o traçado de Interlagos ganhou o "S" do Senna. Anteriormente criticado, o conjunto de três curvas é apontado como uma das maiores atrações do GP do Brasil. "Trata-se de um desafio muito grande", disse Rubens Barrichello, um dos pilotos com maior conhecimento da pista.

Com o desenvolvimento da tecnologia embutida nos carros, o trabalho para chegar ao fim da reta dos boxes e contornar o "S" do Senna faz exaltar dos pilotos toda a sua habilidade e talento. Os carros atuais chegam naquele ponto a 340 quilômetros por hora e a cerca de 70 metros freiam para fazer a primeira curva do "S" a 90 quilômetros por hora, causando um impacto 5,5 vezes a aceleração da gravidade. Tem de ter braço.

"É demais. Você precisa mirar no muro para entrar corretamente na primeira curva e não perder a tangência para contornar a segunda", comentou Barrichello. "Trata-se de uma manobra técnica, linda de se fazer", afirmou o piloto, que compete atualmente pela Stock Car.

Estes números são obtidos quando as condições climáticas são favoráveis. Ou seja: tempo seco, temperatura amena e pouco vento. Parecido com o que ocorreu no treino de sexta-feira, quando Valtteri Bottas, da Mercedes, ficou a meio segundo do tempo obtido na pole position do ano passado. Por ser uma pista curta (4.309 metros) e com duas retas longas, mas com curvas em baixa e média velocidades, os carros precisam usar asas maiores para eles não perderem rendimento no setores sinuosos do circuito.

Por este motivo, os monopostos não atingem uma velocidade ainda maior na reta principal, a dos boxes, como acontece em Monza, por exemplo, onde a velocidade máxima chega a 370 quilômetros por hora. 

Neste domingo, com a previsão de chuva no horário da largada, marcada para as 15h10, o primeiro desafio dos pilotos em Interlagos é fazer o "S" do Senna sem se meter em confusão.

 

 

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