WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Antigo rival de Nasr chega à Fórmula 1 com experiência

Jolyon Palmer vai defender a Lotus na próxima temporada

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2015 | 17h00

O inglês Jolyon Palmer, de 24 anos, acordava de madrugada quando criança para ver pela televisão o GP da Austrália. O hábito começou incentivado pelo pai, o ex-piloto Jonathan Palmer, e 18 anos depois da primeira ida a uma corrida de Fórmula  1, em Silverstone, o piloto da Lotus vai finalmente estrear na categoria, exatamente na mesma prova em que levantava às 4h da manhã para ver.

Para março do ano que vem está confirmada a estreia do 13º filho de ex-piloto a disputar a categoria. Assim como Nico Rosberg e Max Verstappen, Palmer tem como um dos exemplos o pai, que correu na década de 1980, além de ser  espelho para o irmão mais novo, de 18 anos, que também já inicia no automobilismo.

"Nem me lembro quando tive meu primeiro contato com a Fórmula 1. Mas desde criança alguns pilotos frequentavam a minha casa, são amigos do meu pai. Fim de semana de GP era um programa sagrado pela televisão", disse o piloto em entrevista exclusiva ao Estado no paddock de Interlagos.

Até agora nenhum outro estreante tem vaga garantida para 2016. Palmer é piloto de testes da Lotus e vai reencontrar no próximo ano o antigo rival de 2014, quando derrotou um brasileiro na disputa do título da GP2. "Eu o Nasr fomos companheiros, tivemos disputas intensas. Até chegamos a nos tocar algumas vezes nas curvas", contou.

Naquela temporada Palmer ganhou o rótulo de promessa, mas viu outros concorrentes menos badalados e até mais jovem chegarem à categoria antes dele. A carreira do pai como empresário e promotor de categorias na Inglaterra não foi suficiente para garantir vaga.

A temporada ruim da Lotus e a rotina como estreante não permitem criar grandes expectativas, mas Palmer disse que nunca gostou de obviedades na Fórmula 1. "Sempre torci pelos azarões, aqueles que não eram favoritos. Quando o Schumacher ganhava tudo, preferia o Hakkinen ou o Montoya, pela ousadia", afirmou.

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