Apesar de Ecclestone, FIA continua campanha anti-racismo

Membro da entidade afirma que campanha 'Racing Against Racism' tem apoio das equipes da Fórmula 1

Efe

18 de fevereiro de 2008 | 18h18

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta segunda-feira que continuará com sua campanha contra o racismo apesar de o inglês Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1, considerá-la desnecessária.Veja também: Chefão da F-1 diz que incidente com Hamilton é 'caso isolado' Hamilton diz ter esquecido insultos racistas na Espanha Ex-mecânico da Ferrari presta depoimento na Itália Super Aguri desiste de treinar em Barcelona nesta semana Um membro da FIA disse ao jornal inglês The Guardian que a entidade expressou "muito claramente" sua postura de não tolerar o racismo no automobilismo e disse que o organismo dará "todos os passos necessários para garantir que cenas de racismo como essas não voltem a acontecer".Em entrevista à BBC, Ecclestone declarou que as manifestações de racismo no circuito da Catalunha (Barcelona) contra o piloto inglês Lewis Hamilton foram "um caso isolado" e acrescentou que este tipo de campanha só consegue dar atenção às pessoas que querem isso. "Por que temos de lançar uma campanha contra o racismo na Fórmula 1 quando não tivemos mais casos como o da Espanha?", perguntou o chefão da F-1, qualificando o incidente em Barcelona como "nada preocupante".Ao contrário de Ecclestone, várias escuderias da Fórmula 1 já manifestaram seu apoio à campanha "Racing Against Racism" ("Correndo Contra o Racismo", em tradução livre). A Honda foi a última a dar seu apoio à campanha.O diretor-executivo da escuderia japonesa, Nick Fry, afirmou que a Honda se sentiu "consternada ao saber do incidente racista contra Lewis Hamilton" e se mostrou disposta a promover a igualdade, lembrando que pessoas de 24 países diferentes fazem parte da equipe.As palavras de Ecclestone foram criticadas pelos promotores da campanha inglesa "Unite Against Racism" ("União Contra o Racismo", em tradução livre). Um de seus porta-vozes, Weyman Bennett, declarou ao "The Guardian" que "a idéia de que o melhor a fazer é ignorar os racistas é totalmente inaceitável".

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