Apesar de prejuízos, Mercedes diz que fica na Fórmula 1

Parceira da McLaren não sai porque o prejuízo seria maior, pois tem vários contratos a longo prazo

Agência Estado

28 de abril de 2009 | 14h50

BERLIM - A Mercedes anunciou nesta terça-feira que não tem intenção de interromper suas atividades na Fórmula 1. Sócia da McLaren e fornecedora de motores para Force India e Brawn GP, a montadora alemã tem sido alvo de especulações devido aos efeitos da crise financeira mundial.

Em dezembro do ano passado, a Honda deixou a categoria; Toyota e Renault também estiveram envolvidas em boatos sobre o fim de suas atividades no Mundial. As especulações sobre a saída da Mercedes ganharam força devido ao último balanço da Daimler, companhia proprietária da marca.

Nos três primeiros meses deste ano, a montadora teve prejuízo de 1,29 bilhão de euros (cerca de R$ 3,7 bilhões); no mesmo período de 2008 houve lucro de 1,33 bilhão de euros (cerca de R$ 3,85 bilhões). "Nós analisamos nosso envolvimento com a Fórmula 1 a cada ano. Mas mesmo que deixássemos a categoria agora, não economizaríamos um único centavo, porque todos os nossos contratos são de longo prazo", disse Bodo Uebber, diretor financeiro da Daimler.

Uebber afirmou que não há "setores intocáveis" na companhia, mas deu a entender que participação na Fórmula 1 está garantida pelos próximos anos. Na semana passada, o presidente da associação de empregados da montadora, Helmut Lense, afirmou que não fazia sentido a companhia gastar com o esporte enquanto os trabalhadores têm se sacrificado nas fábricas nesses tempos de crise.

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