Após 1º dia de treinos, pilotos reclamam da falta de aderência em pista no México

O primeiro dia oficial de Fórmula 1 no México após 23 anos - a última corrida aconteceu em 1992 - foi de treinos livres e muita reclamação dos pilotos. Todos mostraram enorme preocupação com os freios e com a falta de aderência da pista do novo autódromo Hermanos Rodríguez, na Cidade do México. E a altitude de mais de 2,2 mil metros da capital mexicana também é um temor para a corrida de domingo.

Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2015 | 21h53

"É um desafio, estamos realmente no limite aqui. Se você esfria os freios, você perde performance. Se perde performance, então você quer ficar no limite", disse o alemão Nico Rosberg, da Mercedes, o melhor do dia com seu tempo registrado na segunda sessão de treinos livres, no período da tarde.

A falta de refrigeração é uma das consequências da altitude da Cidade do México. Outra, é a pouca pressão aerodinâmica devido ao ar rarefeito. "É escorregadio, o asfalto é novo e muito liso e não tem muita aderência, então o carro escorrega muito. Me lembra da minha infância, parece uma pista de kart, mas melhor de pilotar", comparou o alemão.

Seu companheiro, o inglês Lewis Hamilton, já campeão antecipado da temporada, concordou com Rosberg, mas acredita que a tendência é que a situação melhore. "É louco o quanto é escorregadio. Por causa da altitude ser tão alta, a aderência foi pior do que tivemos em Monza (Itália), que já é bem baixa. Você fica escorregando tanto que parece uma pista de kart. Como o asfalto é novo e não há borracha, a aderência é bem menor. Mas está ficando cada vez melhor".

Outro que reclamou foi o brasileiro Felipe Massa, que não vê boas perspectivas para a corrida. "Foi um dia muito difícil para todos. Acho que é o circuito mais liso em que eu já andei na minha carreira. O carro não para no chão, não tem aderência nenhuma. Então foi difícil entender qual o caminho do carro, da condição da pista e do pneu", comentou o piloto. "Vai ser uma corrida muito complicada, com muito pouca aderência. Vai ser difícil chegar ao final e esse tem de ser nosso trabalho".

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